Turismo

Copacabana

Por Eliane Barbosa | *A jornalista participou da Abav - Feira das Américas com o
| Tempo de leitura: 3 min

Passar o último dia do ano na praia pulando as sete ondas enquanto os fogos estouram, formando um espetáculo de luzes e cores, é o sonho de muita gente. Garantia de sorte para o próximo ano, de romance, de felicidade. Melhor ainda quando o lugar escolhido é Copacabana, a praia mais famosa do Rio de Janeiro.

Cantada no mundo todo por um conjunto de detalhes: que vão desde um calçadão diferenciado que simula as ondas do mar (criação de Burle Marx), passando pela elegância de seus moradores, pelo conjunto de prédios de apartamentos até restaurantes tradicionais e hotéis premiados como o J.W Marriott, aquele da torre azul, envidraçada, vista de todos os ângulos.

Copacabana virou filme, virou grife, virou referência de bairro gostoso, animado, um formigueiro humano, incluindo a turma da terceira idade. Um bairro típico de classe média, que faz divisa com Ipanema, Leme e Leblon, e que conta com eficiente rede de transportes, entre outros diferenciais a favor dos moradores e turistas.

Símbolo eterno

É na praia de Copacabana que fica um símbolo dessa cidade: o prédio do Copacabana Palace, inaugurado em 1923 e que se destaca pela elegância e imponência. Projeto arquitetônico do francês Joseph Gire, que se inspirou no Hotel Negresco, de Nice, e no Hotel Carlton, de Cannes (França), para elaborá-lo. Seus quartos já hospedaram e continuam hospedando celebridades internacionais, que se rendem às belezas do bairro, como provam as fotos reproduzidas em páginas de jornais e revistas, flagradas das janelas de seus quartos, olhando o mar.

Um mar imenso a perder de vista, que forma com a larga faixa de areia dourada da praia e com o calçadão com desenho ondulado um dos mais belos cartões postais das sete maravilhas do mundo. Mas não é apenas a visão a partir da avenida Atlântica que encanta. O bairro tem toda uma história de mais de um século retratada nas fachadas dos prédios de apartamento com varandas envidraçadas, nas ruas arborizadas com plantas que amenizam o calor.

É um lugar que tem vida própria, onde as pessoas interagem nas delicatessens, lojas e bancas de revistas, que não servem apenas para a venda do jornal do dia ou a revista de moda, mas sim de ponto de encontro e troca de impressões sobre o dia a dia. Pontos que funcionam ainda como floriculturas, pontuando de cores, arranjos e cheiros esse território carioca da gema famoso no mundo. Todo.

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Chope e o jeito carioca de ser

Mesmo que você leve uma bengalada de raspão enquanto circula pelas quadras da Avenida Nossa Senhora de Copacabana ou tenha que ceder espaço para enfermeiras conduzindo em cadeiras de rodas senhoras da mais fina estampa - Copacabana tem uma das populações mais velhas do Brasil -, encontrará, também, com jovens, crianças e gente da sua faixa etária. Pessoas de todas as classes sociais, origens, idades, cruzam e vivem lá.

No final de tarde o bairro ferve. Os ônibus cruzam sem cessar, o comércio faz suas promoções, os bares e restaurantes começam a receber o público fiel para o happy hour. Tulipa, copo comum ou caneca na mão, saboreie tira-gostos famosos dos botecos de lá, muitos influência dos imigrantes portugueses que colonizaram a cidade vindos desde a época de Dom João, e conheça o jeito carioca de ser e de viver. A vida é realmente bela estando lá.

Se escolher um dos restaurantes de frente para o mar ou das ruas laterais, puxe conversa com o maitrê ou o garçom mais antigo da casa. Ele te contará tudo sobre o bairro, seus antigos frequentadores, moradores famosos, gente que serviu, com muito prazer. Como está fazendo, agora, com você.

A fase negra dos vendedores de tudo um pouco junto às mesas acabou, assim como diminuiu a prostituição que chegou a incomodar. Hoje há lugares mais restritos para tal.

Para evitar contato com as profissionais da noite e do amor, uma das dicas fica por conta do clássico restaurante Don Camilo ou mesmo no agitado boteco Manoel & Juaquim – com u mesmo -.

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