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Defensoria quer mudar data do Enem

Folhapress
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São Paulo - A Defensoria Pública Federal entrou ontem com uma ação civil pública na Justiça Federal do Rio pedindo a alteração de data da reaplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), marcada para 15 de dezembro.

André Ordacgy, autor da ação, diz que ao menos três razões justificam a liminar: 1) o exame foi remarcado em um dia útil, o que atrapalha candidatos que trabalham, 2) coincide com alguns vestibulares, como ITA e UFPI e 3) a comunicação com os alunos que terão direito à nova prova está sendo feita de maneira frágil, via telefone, SMS e e-mail. “Esperamos uma avaliação do juiz até segunda-feira”, diz Ordacgy.

O número de estudantes que poderão refazer a prova do Enem será maior que os 2.800 inicialmente divulgados pelo Ministério da Educação. A quantidade deverá ficar próxima de 10 mil, segundo a reportagem apurou.

Oficialmente, o ministério diz que pediu que o consórcio Cespe-Cesgranrio fizesse nova revisão das atas da salas onde o exame foi aplicado, para ter certeza de que todos os prejudicados na primeira prova fossem contemplados. Como a nova avaliação será já na semana próxima semana, a pasta disse que pediu ao consórcio para se preparar para até 10 mil provas, uma vez que o processo de revisão ainda não acabou - a reportagem apurou que deverá ficar perto de total.

Ontem, o ministério liberou a consulta aos locais onde as provas serão reaplicadas. O candidato deve acessar o site do Enem (http://sistemasenem2.inep.gov. br/localdeprova/), inserir CPF e senha.

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