A Bovespa registrou o quarto pregão consecutivo de queda e seguiu descolada dos mercados internacionais, refletindo o temor de um aperto imediato na política monetária chinesa, assim como uma conjuntura interna nebulosa e repleta de dúvidas, especialmente no que diz respeito à condução da política monetária. Não obstante, os temores em relação à situação fiscal da Europa continuam limitando o apetite por risco.
O Ibovespa fechou em baixa de 0,43%, aos 67.879,46 pontos e acumula perdas de 2,70% na semana. Na mínima do dia, o índice à vista recuou 0,90%, aos 67.563 pontos. Na máxima, a Bolsa teve alta de 0,57%, aos 68.561 pontos. No mês, a bolsa brasileira tem perdas de 5,30% e no ano, 1,03%. O volume financeiro somou R$ 6,19 bilhões.
Segundo analistas, a perspectiva de uma alta no juro da China e as incertezas sobre a condução da política monetária no Brasil ajudaram a manter a Bolsa brasileira descolada de seus pares internacionais nesta semana. “Isso derrubou, nos últimos pregões, papéis ligados a commodities e também os atrelados ao consumo interno”, analisa Fausto Gouveia, economista-chefe da Legan Asset.
Dentro do setor financeiro, as units do Santander, porém, tiveram o maior ga-nho do dia (+3,06%). “Os papéis do Santander foram os que mais sofreram com a recente queda das ações do setor financeiro. Além disso, estão abaixo do valor do IPO”, avalia um operador. Na demais ações, Itaú Unibanco PN caiu 1,39%, Bradesco PN cedeu 0,94% e Banco do Brasil ON recuou 1,31%.
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RENDA FIXA
Renda bruta: 10,67%
Ganho líquido/30 dias: 0,71%
Pela taxa média de 10,67% ao ano paga a grandes investidores, uma aplicação em CDB prefixado com prazo de 30 dias corridos e 20 dias úteis foi fechada ontem com rendimento bruto de 0,88% e líquido de 0,71%. A média de retorno para uma aplicação de pequena quantia de recursos, de acordo com o critério de cada instituição, era de 8,54% ao ano, com rentabilidade bruta de 0,71% e líquida de 0,57%.
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BOLSA DE SP
Bovespa: baixa de 0,43%
Volume: R$ 6,19 bilhões
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou o dia de ontem com uma desvalorização de 0,43% (a quarta baixa seguida), aos 67.879,46 pontos e com um giro financeiro de R$ 6,19 bilhões negociados.
Em Nova York, nos Estados Unidos, o índice Dow Jones sofreu uma baixa de 0,02% e o índice Nasdaq avançou 0,29%.
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OURO
Ouro/grama: R$ 85,60
Variação: alta de 0,82%
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o grama do ouro encerrou a quinta-feira negociado a R$ 85,60, com uma valorização de 0,82% em comparação com o fechamento de anteontem.
Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de Nova York, a onça-troy do metal era cotada a US$ 1,385,45, queda de 0,21%.
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DÓLAR
Comercial: R$ 1,709
Variação: alta de 0,95%
O dólar comercial terminou o dia de ontem com uma valorização de 0,95%, valendo R$ 1,708 para a compra e R$ 1,709 para a venda. O dólar paralelo apresentou estabilidade, negociado a R$ 1,740 na compra e a R$ 1,830 na venda. O dólar turismo avançou 0,17%, cotado a R$ 1,720 na compra e a R$ 1,793 na venda.
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Tendências no mercado
Contratos de dólar futuro com vencimento em janeiro fecharam a R$ 1,719,50 na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), apresentando alta de 1,21%. O Índice Bovespa Futuro caiu 0,29% aos 67.905 pontos. O DI de janeiro de 2011 caiu para 10,64%, com 2.928.390 contratos; o DI de abril 2011 cedeu para 11,01%, com 318.455 contratos; o DI de julho 2011 recuou para 11,50% (310.740 contratos); e o DI janeiro 2012 fechou em baixa, a 11,98%, com 460.070 contratos. O juro do DI janeiro 2013 subiu para 12,42% (173.160 contratos), e o do DI de janeiro 2014 avançou para 12,32% (24.820 contratos). No segmento de longos, o DI de janeiro 2017 subiu para 12,14% (30.735 contratos), e o DI janeiro 2021 avançou para 12,20% (760 contratos).