Política

Sakai prega harmonia

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Eleito presidente do Poder Legislativo para o próximo biênio e ainda com receio dos efeitos disso no governo municipal, onde possui indicados, Roberval Sakai (PP) pregou a harmonia em seu primeiro discurso. Ciente das dificuldades à frente da Mesa Diretora, ele defendeu o respeito entre os colegas.

Sakai afirmou que pretende dar continuidade à gestão de Luiz Carlos Barbosa (PTB), que deixará a presidência da Câmara Municipal no final deste ano. A posse da nova mesa diretora será dia 1 de janeiro, às 18h.

“O Legislativo tem tido êxito em vários assuntos na cidade e acredito que o Pastor Luiz conduziu muito bem a Casa. E queremos dar continuidade”, observou.

Sobre os ânimos exaltados dos vereadores da situação, que criticaram sua mudança de lado nas negociações, Sakai reforçou que, encerrada a eleição, vai buscar a serenidade. “Respeito o vereador Renato Purini e todos da situação. Mas estávamos numa disputa nessa Casa. Tentei consenso com a situação, conversamos várias vezes. Sei que ele está ferido nesse momento. Mas tenho certeza que no dia a dia, essa ferida será curada”, observou.

Mas o presidente eleito da Câmara garantiu que integrará o bloco que o elegeu. “Eu seria até injusto com os vereadores que votaram e depositaram a confiança em minha pessoa, trair os meus amigos, jamais poderia fazer isso. Estou com o grupo que me elegeu. Vou respeitar todos os vereadores. Tanto da oposição quanto a situação. Mas vou procurar a paz, que é o melhor para a cidade”, ponderou.

Sobre sua ida para a oposição, Sakai minimiza. “Vou trabalhar para exercer a harmonia dentro do Legislativo e também com o Executivo. É a nossa cidade que discutimos nessa Casa e temos que trabalhar por ela”, pontuou. E voltou a acenar que não vai atrapalhar o governo. “O que for bom para Bauru, o prefeito pode contar com a nossa ajuda. Queremos o bem para a nossa cidade”, afirmou.

Depois de dez horas de articulação, Sakai confessou o desgaste. “Confesso que estou muito desgastado, pois foi muito tenso. Houve momentos que recuei, em seguida me posicionei novamente”, relatou. “Agradeço mesmo aos vereadores que não votaram em meu nome e quero pregar nessa Casa a paz e a harmonia’, contou.

Ele não quis comentar o discurso inflamado de Roque Ferreira, quando este passou a defender sua candidatura diante da desistência forçada de Purini. “Respeito o posicionamento dele, mas tenho certeza que no decorrer dos dias, meses e até o final da nossa presidência, certamente a população vai ver que realmente temos um perfil que muita gente ainda não conhece. Respeito o Roque e todos os vereadores”, afirmou.

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