Marília –A Polícia Civil de Marília (100 quilômetros de Bauru) prendeu outras duas pessoas envolvidas no linchamento de Cirso Fernandes Guilherme, 47 anos, ocorrido no final de novembro. A vítima foi acusada por moradores do Jardim Santa Antonieta de ser o autor da morte de uma menina de 14 anos, moradora do local.
No último dia 7, a polícia havia detido o eletricista Murilo Ângelo Junior Lemes de Oliveira e o servente de pedreiro Paulo Ricardo Aparecido Costa, ambos de 21 anos, também acusados de participação na morte de Cirso.
Na manhã de anteontem, policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) localizaram o industriário Rogério Valentim, 20 anos, e um adolescente de 17 anos no mesmo bairro onde ocorreu o linchamento.
Valentim ficará preso por, pelo menos, 30 dias. O adolescente ficará apreendido por 45 dias numa unidade da Fundação Casa (antiga Febem). Outras duas pessoas acusadas de envolvimento na morte de Cirso, entre eles um adolescente, seguem foragidas.
Em entrevista recente, o delegado Aelinton Roberto de Souza, titular da DIG e responsável pelas investigações, declarou que Murilo seria o autor das facadas que acertaram a vítima. A arma utilizada no crime foi apreendida.
Cirso foi violentamente agredido por populares com pedaços de paus e telhas no dia 29 de novembro. A vítima também teve a casa e o bar onde trabalhava incendiados. Ele ficou internado no Hospital das Clínicas (HC), mas morreu na madrugada do último dia 2.
No mesmo dia da agressão, Thaís Alves Costa, 14 anos, que estava desaparecida há 11 dias, foi encontrada morta no córrego Ribeirão dos Índios. A perícia não teria identificado sinais de violência em seu corpo.
Segundo o delegado, não existem indícios que liguem Cirso à morte de Thaís. A hipótese mais provável é a de que a menina tenha passado mal – ela era epilética e estava sem medicação – e caído no córrego.