Internacional

EUA: Congresso rejeita declaração unilateral de um Estado palestino

Folhapress
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Washington -A Câmara de Representantes dos Estados Unidos aprovou na noite de anteontem uma resolução que condena as medidas unilaterais que declaram ou reconhecem um Estado palestino, respaldando uma solução negociada ao conflito entre israelenses e palestinos.

A resolução foi aprovada depois que o Brasil, que foi seguido por Argentina e Uruguai, reconheceu um Estado palestino de acordo com as fronteiras de 1967, os limites que existiam antes de Israel tomar a Cisjordânia e a Faixa de Gaza.

A medida, apresentada pelo democrata Howard Berman, reafirma o “forte respaldo” na Câmara de Representantes dos Estados Unidos a uma “resolução negociada do conflito israelense-palestino que resulte em dois Estados, um Estado de Israel democrático e judeu e um Estado palestino viável e democrático”.

O texto também reafirma a “forte oposição a qualquer tentativa de estabelecer ou buscar o reconhecimento de um Estado palestino fora de um acordo negociado entre Israel e os palestinos”, estimula as autoridades palestinas a “cessar todos os esforços que impedem o processo de negociação” e pede aos governos estrangeiros que “não façam tal reconhecimento”.

O porta-voz do Departamento de Estado, Philip Crowley, disse que tal reconhecimento da parte dos sul-americanos era “contraproducente” para a paz no Oriente Médio.

Questão palestina

A maior parte do mundo ignorou a declaração de um Estado palestino feita por Yasser Arafat em 1988. Mas, com o processo de paz murchando, o presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Mahmoud Abbas, disse que outras opções podem incluir buscar o reconhecimento do Estado palestino nas Nações Unidas -embora ele tenha admitido que seja pouco provável conseguir o apoio dos EUA.

As negociações de paz mediadas pelos EUA, e que começaram há duas décadas, se baseiam na premissa de um Estado palestino delineado com o consentimento de Israel. As potências mundiais querem um tratado que crie um Estado na Cisjordânia -incluindo Jerusalém Oriental- e na faixa de Gaza, que Israel tomou do Egito na guerra de 1967 e da qual se retirou em 2005.

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