Rural

Para CNA, atividade agropecuária retoma níveis de antes da crise


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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) considera que a atividade agropecuária brasileira retomou, em 2010, os níveis observados antes da crise financeira global de 2008. Em entrevista coletiva realizada anteontem, a presidente da instituição, Kátia Abreu, disse que o Produto Interno Bruto (PIB) do setor atingirá a marca de R$ 792 bilhões, o que representa um crescimento de 7% em relação ao resultado do ano passado.

“Os efeitos da crise financeira internacional fizeram o setor dar um mergulho no ano passado, mas estamos retomando o nível de crescimento em 2010”, disse Kátia. Na coletiva, ela apresentou um documento com o balanço do setor este ano e as perspectivas para 2011. Para 2011, a CNA foi cautelosa e ainda não realizou projeções quanto ao comportamento do PIB para o ano que vem.

Os dados de crescimento do PIB de 2010 levam em conta o acumulado até setembro, que indicam alta de 4%. Para 2011, a CNA prefere não fazer estimativas quanto ao desempenho do PIB agrícola.

Próxima safra

Segundo a Confederação, as previsões somente poderão ser realizadas a partir de março, quando será possível dimensionar melhor o tamanho da safra 2010/2011.

Pelo mesmo motivo, a CNA prefere esperar um pouco mais para fazer projeções para um melhor desenho dos preços das commodities.

“Apesar da pequena redução esperada para a produção de grãos, os preços tendem a se manter em patamares superiores aos praticados este ano”, disse Kátia Abreu.

A presidente da CNA disse que o desempenho econômico da China será crucial para definir a situação da agropecuária brasileira no próximo ano.

Ela argumentou que há previsões de crescimento do PIB da China entre 8% e 9,5%, mas alertou que também há preocupação quanto a movimentos inflacionários naquele país.

“Se o crescimento ficar abaixo de 8%, será um sinal de preocupação, pois pode representar queda dos preços das commodities”, disse. Segundo Kátia, se a inflação subir muito, as autoridades chinesas poderão ser obrigadas a adotar medidas de contenção fiscal, e isso pode gerar queda no consumo.

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