Internacional

Presidente da Costa do Marfim recebe ultimato

Folhapress
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Abidjan - O governo dos EUA deu ao presidente da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, um prazo para deixar o país e acabar com a crise política que assola o país do oeste africano, maior exportador de cacau do mundo.

A afirmação foi feita por William Fitzgerald, funcionário do Departamento de Estado responsável pela África ocidental.

Ontem à noite, um porta-voz de Gbagbo disse que ele não acatará o ultimato.

Segundo Fitgerald, Washington está pronto para impor sanções de viagem a Gbagbo e sua família.

A Costa do Marfim está imersa em uma crise institucional desde a eleição para a Presidência realizada em 28 de novembro que, segundo a comissão eleitoral, a ONU e diversos países, foi vencida pelo líder oposicionista Alassane Ouattara.

Gbagbo não reconheceu o resultado e o reverteu com a intervenção da Corte Constitucional do país. Ele e Ouattara tomaram posse e formaram governos paralelos.

“Ele deve sair agora (do país), antes que ocorram confrontos de larga escala”, afirmou Fitzgerald. A declaração foi feita um dia após partidários do opositor, tentando ocupar a emissora estatal RTI, entrar em choque com forças de segurança. Ao menos 20 pessoas morreram.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, também deu um ultimato para o fim do impasse. “Não há outra solução para Gbagbo que não seja sair de um posto que ele está usurpando”, afirmou.

O premiê queniano, Raila Odinga, foi mais longe e afirmou que Gbagbo deve ser forçado para fora do governo, “mesmo que isso signifique usar meios militares para se livrar dele”.

Em comunicado, a UE pediu ao Exército marfinense que abandone Gbagbo e passe a apoiar seu rival.

A Costa do Marfim, ex-colônia francesa, era modelo de estabilidade até os anos 90. Entre 2002 e 2007, o país foi palco de guerra civil entre partidários de Gbagbo e de seu rival. A eleição foi pensada como o ápice de um processo de reconciliação nacional.

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