Tribuna do Leitor

CRACK – A DESTRUIÇÃO DA VIDA EM TRAGADAS


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Depois de algum tempo de anonimato em virtude da tradicional correria do dia-a-dia e que aumenta ainda mais no fim do ano e também em razão das provas finais da faculdade, retorno a este ilustre espaço democrático para me manifestar contra aquilo que degrada não somente a sociedade como um todo, mas que tem ainda um alto poder destrutivo para todos e em especial para aqueles que, embora já sejam considerados adultos, encontram-se num processo de formação da personalidade e este são os jovens. O mecanismo destrutivo ao qual me refiro são as drogas, em especial o crack. Mas o que vem a ser a tal droga?

O nome crack refere-se à forma não salgada da cocaína isolada numa solução de água, depois de um tratamento de sal dissolvido em água com bicarbonato de sódio. Os pedaços grossos secos têm algumas impurezas e também contêm bicarbonato, sendo que os últimos estouram ou racham, daí o nome crack que significa estourar ou rachar. Ao comparar a potência deste com a da já comentada cocaína, é importante acrescentar que este é 5 vezes mais potente que esta e seus efeitos são deveras fortes a ponto de desestruturar a personalidade. No que se refere ao prazo este é muito curto criando enorme dependência psicológica e bem como a cocaína não provoca dependência física, visto que o corpo não sinaliza a falta da droga. As sensações características da primeira experiência com a droga são euforia, brilho, bem-estar e estas são designadas pelos usuários como o estalo, o relâmpago, o “tuim”. Já na segunda vez os sintomas primários não aparecem, os neurônios são lesados, o coração entra em descompasso e seus batimentos são acelerados consideravelmente, aumentando de 180 a 240 por minuto, havendo ainda risco de hemorragia cerebral, fissura, alucinações, delírios,convulsão, infarto e morte. Há ainda grande fragmentação do pulmão, problemas respiratórios com ocorrência de tosse insistente, congestão nasal, expectoração de mucos negros indicando os danos sofridos.

No que se refere aos danos neurológicos acarretados pelo vício deste entorpecente, há a presença de dores de cabeça, tremores, desmaio e outros como palidez, transpiração, nervosismo e magreza que atormentam o craqueiro. Há ainda a presença de outros sinais como taquicardia, desinibição, euforia, agitação psicomotora, dilatação das pupilas, aumento da pressão arterial e transpiração excessiva. Há ainda outros sinais físicos como queimaduras na língua, nos lábios, no rosto, devido ao contato dos mesmos com o isqueiro quando o mesmo é encostado no cachimbo para ser fumado.

Com relação aos efeitos provocados em mulheres gestantes viciadas no mesmo, estas geram bebês que ao nascerem têm sensibilidade à luz, choram ao serem tocados, demoram mais para falar, andar e ir ao banheiro sozinhos e ainda possuem dificuldades de aprendizado. Portanto, diante de todo o exposto por mim neste artigo desenvolvido mediante uma árdua pesquisa, fica aqui um recado a todos os que me honram com sua leitura atenta e questionadora. Jovens como eu, afastem-se do crack e seja um craque na vida, na saúde e nos estudos. Obrigado pela atenção. (Rodrigo Cabello da Silva – Estagiário de Direito – 3º Termo – Iesb Preve)

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