Política

Prefeitura de Bauru comprará centenas de livros diferentes para acervo escolar

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 4 min

A aquisição de 4.811 livros para as 76 bibliotecas das escolas municipais de ensino infantil e fundamental, que teve licitação aberta nesta semana, será marcada pela diversidade tanto de títulos quanto de temas. São centenas de obras diferentes, que vão de livros para apoio pedagógico aos professores até literatura infantil e clássica. Para se ter uma ideia, o livro com maior número de cópias encomendada é “Pedro Fedorento, o grande comedor de ervilhas”, destinado a crianças de 3 a 6 anos. Foram pedidas 22 cópias da obra. A maioria dos títulos que fazem parte dos 34 lotes que serão licitados por pregão tiveram encomendas de poucas unidades.

A secretaria municipal de Educação, Vera Caserio, explica que cada escola enviou relação de livros para reposição de acervo, além de títulos novos necessários. Ela ressalta que cada unidade fez uma pesquisa entre funcionários, professores e alunos. “Os diretores ficaram à vontade para sugerir títulos que achavam interessante para a escola”, explica. “Os alunos e professores vão ler aquilo que acharem interessante, não o que a secretaria quer que leiam”, ressalta.

De acordo com a secretária, a atenção dos professores foi para o ensino de matemática e também em obras sobre o meio ambiente. “Muitos livros são temáticos, como os de animais, sustentabilidade, valores. Também temos pedidos de livros de plástico para crianças”, conta Vera. “Também foram requisitados livros de apoio aos professores. Muitos são relacionados ao ensino de matemática”, afirma.

Porém, a quantidade de títulos dará trabalho no momento do pregão. Tanto que a Secretaria Municipal da Administração separou dois dias para o processo. No próximo dia 27, as propostas serão recebidas, avaliadas, checadas e terão as documentações conferidas. O pregão será realizado no dia seguinte. “Como são 34 lotes, não teríamos como processar tudo em um único dia”, explica Renato Gragnani, secretário da Administração.

A expectativa de Vera é que os livros já estejam nas unidades no início do próximo ano letivo. Apesar da licitação ter sido aberta nesta semana, ela afirma que a compra será contabilizada no próximo orçamento. “Tem que ser avaliado o tempo de entrega, os prazos para recurso. Não adianta fazer empenho da verba antes”, destaca.

Renato Gragnani concorda que não haverá tempo hábil para contabilizar a aquisição até janeiro do ano que vem, quando é fechado o orçamento relativo a 2010.

De acordo com o edital da licitação, a entrega dos livros deverá ser efetuada no prazo de até 20 dias corridos, a contar do recebimento da nota de empenho. A homologação da compra deve ser feita na segunda quinzena de janeiro, se não houver nenhuma interposição de recurso. Dessa forma, ele acredita ser muito difícil a compra entrar nos gastos referentes a 2010.

Escolas

Enquanto isso, as unidades municipais aguardam a chegada dos livros. Na Escola Municipal de Ensino Infantil Integrado (Emeii) Garibaldo, no Jardim Santana, a diretora Ângela Maria Mansano explica que a maior necessidade são obras voltadas para meninos e meninas que ainda estão aprendendo a ler. A unidade atende 112 crianças, de bebês de seis meses de idade a alunos de cinco anos.

A biblioteca da unidade conta com cerca de 900 obras, sem contabilizar as coleções. Além do apoio da prefeitura para expandir o acervo, a unidade adquiriu recentemente cerca de 40 livros, com verba da Associação de Pais e Mestres. “Temos um projeto de leitura que incentiva o aluno a levar o livro para casa no final de semana, para ser lido com os pais. Na segunda-feira, todos se reúnem para contar como foi a leitura”, destaca. O Núcleo de Ensino Renovado Lydia Alexandrina Nava Cury, no Geisel, que atende a cerca de 470 alunos de cinco anos e meio a 15 anos, possui um acervo ainda maior. De acordo com a diretora Maria da Graça Milagre Bertolini da Silva, a biblioteca é bastante procurada pelos estudantes e professores. “Por dois anos desenvolvemos um projeto, que vamos retomar em 2011, que era o do momento de leitura. Às sexta-feiras, colocávamos uma música em toda a escola e alunos, funcionários e professores tinham um momento de 20 minutos para se dedicar à leitura”, conta.

Para ela, os novos títulos serão bem-vindos. Porém, o principal problema da unidade ainda vai persistir por algum tempo. Graça explica que são os próprios professores que organizam as obras. “Duas vezes por ano fazemos a classificação, colocamos em ordem as obras, mas sem um bibliotecário fica muito difícil manter essa organização durante o ano letivo”, observa.

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