A proposta de cinco vagas de internação para usuários de drogas no Hospital Manoel de Abreu deve ser implantada somente no início de 2011. A grande demanda por desintoxicação e tratamento de viciados em álcool e dependentes químicos estimulou o Departamento Regional de Saúde (DRS-6) a iniciar o processo de criação dos leitos de internação de drogaditos em situação de emergência. Contudo, a medida que seria colocada em prática ainda neste ano, exige um tempo para a preparação dos profissionais.
A diretora da DRS-6, Doroti da Conceição Vieira Alves Ferreira, esclareceu ontem que a equipe para atuar está em fase de capacitação. “Calculo que na primeira quinzena de janeiro entre em operação”, projeta Doroti.
Os pacientes internados virão por indicação prévia do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps/AD). Ela acrescenta que o protocolo para solicitação de vaga está sendo estruturado para atender pacientes que realmente necessitam da internação para a desintoxicação, fase do tratamento que demanda em média aproximadamente 15 dias. A grande demanda em Bauru é para os usuários de crack, dependência química considerada epidemia em várias partes do Brasil.
A edição do JC do último dia 14 destacou a proposta da DRS-6 de encaminhar um projeto à Secretaria Estadual de Saúde para criação de 65 leitos para Bauru e 35 para Botucatu para a demanda de desintoxicação e tratamento de viciados em álcool e dependentes químicos, principalmente de viciados no crack.
Doroti frisou, ontem, que as 35 vagas para Botucatu já foram conquistadas ao custo de R$ 1,2 milhão o projeto. “Temos algumas facilidades e o valor é bem menor em relação a Bauru”, destaca. Conforme publicou o JC, Doroti explicou que o programa já estava em análise junto ao Estado. A adequação orçamentária e a necessidade de investir R$ 2,9 milhões para a formação de centro especializado no Hospital Manoel de Abreu, gerido pela Famesp, exigiu que o projeto fosse encaminhado no início de 2011. “Mas para Bauru nós vamos conseguir e temos que batalhar para isso”, destaca Doroti.
As vagas para atendimento emergencial, com disponibilidade inicial para cinco leitos, foram negociadas com a direção da Famesp. O secretário municipal de Saúde, Fernando Monti, concordou com a “triagem” via CAPS-AD. “A maior necessidade é para desintoxicação, com internação. Vamos iniciar um grande avanço no oferecimento de resposta a casos de álcool e drogas na cidade.”
A DRS-6 possui uma equipe de referência que orienta os municípios especificamente, com psiquiatra, psicóloga, enfermeira e assistente social. “Vamos encaminhar o projeto para o atendimento, a fase de internação e o custo no Manoel de Abreu em instalações e reforma é de R$ 2,9 milhões. Mas neste caso é para internar, desintoxicar, tratar e tentar reinserir na sociedade este paciente”, definiu Doroti.
O projeto aprovado para Botucatu já contava com disponibilização de instalações no Centro de Atendimento Integral à Saúde (CAIS) Cantídio de Moura Campos, a DRS-6 conseguiu antecipar a aprovação orçamentária ainda para este ano.