Esportes

Tênis

Consultoria: Celso Sacomandi
| Tempo de leitura: 5 min

2010, BOAS NOTÍCIAS

Em 2010, o tênis brasileiro teve algumas boas notícias. No início do ano, o alagoano Tiago Fernandes venceu a chave juvenil do Aberto da Austrália, feito inédito até então para o nosso país. Dias depois, Thomaz Bellucci venceu o ATP de Santiago (CHI), com vitória sobre o 12º do mundo, o chileno Fernando Gonzáles. Bellucci teve outros bons resultados e chegou a alcançar a 21ª posição do ranking. Já no final do ano, veio a notícia que nos enche de expectativa para 2011: Bellucci passou a ser treinado por Larry Passos, técnico que levou Gustavo Kuerten (Guga) à primeiro do mundo. No último dia 11, Guga, em partida exibição contra o americano Andre Agassi, no Rio de Janeiro, comemorou os dez anos de sua ascensão ao topo do ranking. E para encerrar, três brasileiros terminam o ano entre os 100 primeiros do mundo: Bellucci 31, Ricardo Mello 76 e Marcos Daniel 96. Faltou pouco para termos mais um, João Souza (Feijão), vai terminar 2010 na 111ª posição.

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2010, MÁS NOTICÍAS

Mas também tivemos fatos e notícias que devem ser esquecidas. A derrota do Brasil frente a Índia em confronto que valia uma vaga para o Grupo Mundial da Copa Davis talvez tenha sido a pior delas. A polêmica criada por Bellucci com os técnicos durante entrevista coletiva, onde disse que no Brasil não existe bons técnicos, é mais uma má notícia. Outra polêmica, essa criada pelo presidente Lula quando disse no Rio de Janeiro a um menino (tenista) de classe pobre que mudasse de esporte porque o tênis é esporte para burguês. As palavras de Lula repercutiram muito mal nos meios esportivos (não só entre os tenistas), mas não se deu o trabalho de se retratar.

EM BAURU-1

O tênis de Bauru em 2010: tivemos a realização de mais um JC Future Tennis Cup, torneio internacional que mais uma vez envolveu alguns dos bons profissionais do Brasil e do mundo. Com a promoção do Grupo Cidade, Confederação Brasileira e Federação Internacional de Tênis e apoio da Prefeitura Municipal de Bauru, do Bauru Tênis Clube e vários outros patrocinadores foi realizado no BTC o maior e mais importante evento de tênis da história de nossa cidade: o confronto de Copa Davis entre Brasil e Uruguai, que terminou com vitória do time da casa por 5 a 0. Durante aqueles sete dias que antecederam o evento, mais os três de disputa, Bauru foi a capital do tênis do Brasil, que além de uma enorme quantidade de tenistas, fãs, empresários, recebeu também alguns dos mais renomados jornalistas especializados, não só do Brasil mas de outros países também.

EM BAURU-2

Entre os tenistas bauruenses tivemos alguns bons resultados em torneios paulistas e também em brasileiros. Várias outras crianças talentosas e promissoras (da “nova safra”) estão começando a despontar. Se não tivemos nenhuma vitória muito expressiva dentro da quadra, fora dela podemos dizer que elas aconteceram. Pedro Scocuglia e Rodolfo Bustamante, seguindo o caminho já feito anteriormente por Roger Guedes, João Paulo Sacomandi, Tiago Gilioli e outros, viajaram aos Estados Unidos com a finalidade de cursar universidade (com bolsa de estudos) em troca de defender suas escolas em torneios universitários. Guilherme Destefani e Isadora Busch devem ser os próximos a seguir esse caminho. Se quando concluírem seus cursos ainda quiserem tentar o tênis profissional, a pressão será menor, pois se não der certo já estão formados e aptos para trabalhar. Aqui em Bauru, antes de formar campeões, nossa maior preocupação tem sido a de formar “homens”, e quanto a isso, sinceramente, temos sido muito bem sucedidos.

PESQUISA NA ESPANHA

A pesquisa realizada na Internet pelo Jornal MARCA (um dos mais conceituados em esporte no país), que perguntava quem teria sido o melhor atleta espanhol da década, mostrou que o vencedor, e com uma enorme vantagem sobre o segundo colocado, foi o tenista Rafael Nadal. Dos 50 mil votos, mais de 20 mil foram para Nadal, Paul Gasol (basquete) teve 7 mil, Fernando Alonso (Formula 1) 6 mil. Os jogadores de futebol Iker Casilas e Xavier Hernandez ficaram em quarto e quinto lugares, respectivamente. Outra pergunta também foi feita pela pesquisa: qual o melhor atleta estrangeiro da década? Outra vez deu um tenista: Roger Federer ficou em primeiro, com quase 30% dos votos, seguido pelo italiano Valentino Rossi (motociclismo) e pelos futebolistas Zinedine Zidane (FRA) e Lionel Messi (ARG).

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DICA

Se você não tem conseguido controlar a direção nem mandar a bola com uma boa profundidade, é preciso que: alinhe os seus olhos, quadril, ombros, mãos e raquete com a bola. Isso significa que, sem tirar o olho da bola, deve girar o quadril de maneira que o ombro do braço que não está empunhando a raquete fique de frente para a direção que pretende mandar a bola. Depois de tocar na bola, faça uma total terminação do movimento de corpo (quadril) e raquete, como se fosse carregar a bola e não apenas bater a raquete contra ela, fazendo com que na terminação do movimento a ponta da cabeça da raquete fique quase que na direção para onde pretende mandar a bola. Se parar abruptamente a terminação do movimento, sua batida será enfraquecida e, consequentemente, a bola sairá curta, fraca e muitas vezes sem direção.

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CURIOSIDADE

O suíço Roger Federer convidou o polonês Michael Przysiezny (86º do mundo) para treinar com ele em Dubai (Emirados Árabes) durante os dias que antecedem seu primeiro torneio de 2011, o ATP 250 de Doha (Catar). Em 1998, logo após vencer o brasileiro Ricardo Mello, nas quartas de final do Orange Bowl (antes considerado campeonato mundial juvenil), categoria até 18 anos, Federer e seu técnico na época, o sueco Peter Lundgren, convidaram o brasileiro para ser companheiro de viagem e parceiro de treinos nos próximos seis ou sete torneios (profissional) que o suíço iria disputar logo a seguir. Sem ter bola de cristal, para saber sobre seu futuro ou o de Federer, o brasileiro optou por não aceitar. Apenas como informação, o suíço foi o campeão do torneio. Na final, venceu o argentino Guillermo Coria por 7/5 e 6/3.

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