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Saúde bucal de crianças bauruenses é melhor que a média nacional

Vinícius Lousada
| Tempo de leitura: 3 min

O Ministério da Saúde divulgou ontem os resultados da Pesquisa Nacional de Saúde Bucal (SB Brasil 2010). A partir de levantamento feito com base em entrevistas e exames em 38 mil pessoas (50 delas bauruenses), o estudo revelou que o Brasil passou a integrar o grupo de países com baixos índices de cáries. Em Bauru, os índices mais recentes, de 2007, também apontam cenário satisfatório.

De acordo com parâmetros da Organização Mundial de Saúde (OMS), o indicador CPO (sigla para dentes cariados, perdidos e obturados) deve estar entre 1,2 e 2,6. Na média, o brasileiro com 12 anos possui hoje 2,1 dos 32 dentes com algum desses problemas. Em 2003, o indicador era de 2,8 dentes assim.

Em 2007, profissionais da área Odontológica da Secretaria de Saúde de Bauru realizaram um levantamento em escolas do município, onde foram examinadas 4.700 crianças com idades entre 5 e 14 anos. Entre os estudantes de 12 anos de idade, o CPO foi de 1,3.

A pesquisa também constatou que 68% das crianças aos 5 anos de idade não possuíam cáries. As idades de 5 a 12 são adotadas porque são consideradas pela OMS como, respectivamente, as fases de dentição transitória completa e a dentição permanente.

Excelência

Segundo a coordenadora do programa de Saúde Bucal da Secretaria Municipal de Saúde, Sylvia Helena Scombatti de Souza Dekon, os bons resultados em Bauru são fruto das políticas de prevenção, educação e atenção primária e especializada desenvolvidas nos últimos dez anos.

“É importante ressaltar que os instrumentos e equipamentos utilizados hoje nos atendimentos públicos são da mesma qualidade dos usados em universidades de excelência”, aponta.

Dekon explica que o programa Brasil Sorridente, implantado em 2003 pelo governo federal, estimulou o fortalecimento da atenção básica à saúde bucal com a inserção de equipes odontológicas nas unidades de Saúde da Família.

“Além disso, o Ministério repassa recursos para o Centro de Especialidades Odontológicas, que trata de procedimentos mais complexos, como tratamentos de canal e outras cirurgias”, explica.

Em Bauru, o atendimento básico também é realizado nos consultórios odontológicos dos postos de saúde, das escolas municipais e estaduais, além de atendimentos especiais com o Serviço de Orientação e Prevenção ao Câncer e com o Centro de Referência em Moléstias Infecciosas.

“Trabalhamos com prevenção e tratamento em pacientes com câncer, que são submetidos a radioterapia, e também com os que sofrem de tuberculose e portadores de HIV, por exemplo”, afirma Sylvia Dekon.

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Prevenção é destaque na cidade

Sylvia Helena Scombatti de Souza Dekon, coordenadora do programa de Saúde Bucal em Bauru, ressalta que o município é privilegiado nos atendimentos de prevenção, pois estudantes universitários dos dois cursos de odontologia que existem na cidade (Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo e Universidade do Sagrado Coração) participam e colaboram com trabalhos educacionais realizados nas escolas.

“Temos o Odontomóvel, um trailler com um consultório odontológico adaptado que percorre as Escolas Municipais de Educação Infantil Integral (Emeiis) e um programa que atende moradores de bairros carentes, realizando atendimentos que não necessitam de um consultório e podem ser feitos em carteiras escolares, por exemplo”, explica Dekon.

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Cai o número de dentes cariados

A Pesquisa Nacional de Saúde Bucal (SB Brasil 2010), realizada pelo Ministério da Saúde, mostrou que o número de crianças aos 12 anos de idade que nunca teve cáries na vida caiu 26% desde 2003.

Entre os adolescentes de 15 a 19 anos, o indicador CPO (que aponta a média de dentes cariados, perdidos e obturados) passou de 6,1, em 2003, para 4,2 este ano, redução de 30%. Além disso, 87% dos adolescentes não tiveram perda dentária e a necessidade de prótese parcial (substituição de um ou alguns dos dentes) caiu 50% nos últimos sete anos.

Na população adulta, o CPO caiu 19%, passando de 20,1 para 16,3 entre 2003 e 2010. Os dados da pesquisa mostram que a população está tendo maior acesso ao tratamento contra cáries e menos dentes estão sendo extraídos por consequência da doença: nos últimos sete anos, foi constatada a redução de 30% no número de dentes cariados, queda de 45% no número de dentes perdidos por cárie, além do aumento de 70% no número de dentes tratados.

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