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Adolescente reage bem a transplante

Da Redação
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A luta de Gabriela Rodrigues Castro, 14 anos - carinhosamente chamada de Gabi por amigos e familiares -, contra a leucemia avança para um desfecho feliz neste final de ano. A adolescente, que passou por um transplante de medula óssea no último dia 13, conforme divulgado pelo JC, recebeu ontem a confirmação de que a medula “pegou”, o que significa que as células do cordão umbilical que recebeu de um doador compatível iniciaram sua produção.

Depois de 15 dias de recuperação e de algumas complicações em seu organismo como febre e mucosite, a adolescente e sua família comemoram o sucesso do transplante. O pai dela, Glauco Castro, que criou o blog “Juntos e Misturados” (http://comgabijuntosemisturados. blogspot.com), escreve diariamente sobre a recuperação da filha e postou ontem um entusiasmado “a medula de Gabi pegou!”.

A avó, Eliana Castro, que reside em Bauru, conta como foi o Natal da família, realizado no hospital paulistano Albert Einstein, onde a cirurgia foi feita.

“Foi um Natal diferente, mas maravilhoso. Nós imaginávamos estar todos separados, porque a Gabi não podia receber visitas. Mas permitiram que eu e a Isadora (irmã mais nova de Gabriela) entrássemos. Ficamos em uma sala que chamam de ‘sala da família’. Passamos lá algumas horas e depois fomos para o quarto com ela. Os resultados dos exames foram nosso presente de Natal”, disse Eliana.

Adaptação

Após o transplante, era necessário que o organismo de Gabriela reagisse positivamente, o que era bastante provável devido à compatibilidade do doador. O processo de adaptação da medula, que segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca) dura uma média de duas a três semanas, foi monitorado por meio de hemogramas (exames de sangue) feitos diariamente.

Era preciso que o número de neutrófilos (uma das partes do sangue responsáveis pela defesa do organismo) ficasse acima de 500 por dois dias seguidos, o que ocorreu nos exames da última segunda-feira (770 neutrófilos) e de ontem (750 neutrófilos). Nos exames feitos até o dia 24 de dezembro, o número de neutrófilos no organismo da menina estava em zero.

Desde 8 anos de idade Gabriela luta contra uma leucemia linfoblástica aguda. De acordo com o Inca, a leucemia é um tipo de câncer que compromete os glóbulos brancos (leucócitos), afetando a função e a velocidade de crescimento.

Durante o processo de recuperação do transplante, o número de leucócitos da adolescente foram monitorados constantemente, atingindo a marca de 1.100 nos exames da última segunda-feira.

Eliana diz que o apoio que a família recebeu foi fundamental na luta de Gabriela contra a doença. “Tivemos apoio de pessoas que nem conhecemos. Amigos de amigos que iam doar se cadastraram no Redome (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea). Não temos nem palavras para agradecer tantas pessoas e tantos pensamentos positivos”.

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Recuperação surpreende a família

Gabriela Rodrigues Castro, 14 anos, surpreendeu a família com sua força e capacidade de recuperação após o transplante de medula óssea realizado no último dia 13 na tentativa de curá-la de uma leucemia linfoblástica aguda.

“Nunca vi na minha vida uma pessoa tão determinada como a Gabriela. É uma garota muito meiga e parecia estar passando por uma gripe. Foi uma recuperação espantosa”, disse a avó bauruense, Eliana Castro.

O pai da adolescente, Glauco Castro, também comentou, emocionado, sobre os resultados que confirmaram que a medula transplantada se adaptou ao organismo da filha.

“Ainda não terminou. Mas, agora sim, arrisco dizer que o passo foi de fato grande. Como Gabi fez isso? Não sei... Mas sei que fez. Mas o que tem essa baixinha para suportar tudo o que passou, rir sempre, encarar com tanta resiliência e deixar para trás mais essa?”, disse o pai, orgulhoso.

Após a recuperação do transplante, Gabi deve continuar com o tratamento e, em pouco tempo, poderá ir para casa. “Tudo agora depende da alimentação. Por enquanto é intravenosa. Ela sente vontade de comer, mas não consegue. Pode ser que em uma semana ela vá para casa, ou mais algum tempo. A mãe (Silvia) já está preparando a casa para recebê-la, esterelizando tudo.”

Assim como o Natal, o Ano Novo da corajosa garota será no hospital Albert Einstein, em São Paulo, com o pai e a mãe. “Agora é só alegria. Foi um ano difícil, mas vai terminar muito bem”, disse a avó Eliana.

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