Às portas do ano em que se completa uma década da morte do grande geógrafo Milton Santos, seus conceitos sobre a essência da vida no território ganham relevância neste estudo realizado em Área de Preservação Ambiental de Bauru (JC de ontem). A “forma de apropriação desse território” e as “relações de poder estabelecidas entre as pessoas e esse lugar” determinam a própria possibilidade de ser ou não cidadão. Como o estudo aponta, as prioridades exclusivamente econômicas sobre áreas rurais trazem degradação ambiental, empobrecimento do solo e das pessoas e extinção de espécies.
Paulo Bufalo