Polícia

Polícia identifica Rebuá como homem atropelado

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 2 min

O setor de inteligência da Polícia Civil identificou o homem atropelado na rodovia Bauru-Jaú na véspera de Natal. A identificação foi uma surpresa para muitos bauruenses, pois, trata-se de Rebuá, um andarilho bastante conhecido pelos longos discursos que proferia na área central da cidade.

A vítima, cujo nome completo é Gladston de Toledo Rebuá, de 61 anos, foi atropelada na última sexta-feira na rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-225) no sentido Pederneiras-Bauru, na altura do Jardim Tangarás, por volta das 22h. O condutor do automóvel fugiu sem prestar socorro e, segundo testemunhas, vários outros veículos atingiram a vítima.

Certamente, quem passa pela Câmara de Vereadores ou pelo Plantão Policial durante o dia, já se deparou com Rebuá, visto por muitos como um grande personagem bauruense.

Abalado por problemas de saúde mental, ele certamente será lembrado pelos seus longos discursos. O vereador Marcelo Borges (PSDB) relembra que Rebuá sempre comparecia às sessões da Câmara e do partido.

“O Rebuá ia nas reuniões e fazia sempre seus discursos. Ele falava demais. Quando começava a fazer um discurso, não parava mais. Porém, apesar dos problemas que tinha, nunca foi uma pessoa violenta. Era um personagem muito conhecido de Bauru”.

O vereador relembra que, durante sua penúltima campanha, Rebuá até mesmo ajudou nas propagandas. “Nas condições dele, o Rebuá me ajudou. Ele colava adesivos e participava da campanha. É uma perda para quem o conhecia além da sua aparência”.

Realmente, nos últimos anos sua situação piorou. Bastante maltrapilho e sujo, ele chegava até mesmo a assustar quem não o conhecia. Porém, nem sempre foi assim. Por um longo tempo de sua vida, Rebuá foi professor.

De acordo com o delegado Silberto Sevilha Martins, titular do 4º Distrito Policial (DP), a identificação de Rebuá, atropelado na última sexta-feira, apresentou dois fatores complicadores.

“Como o homem foi vítima de vários atropelamentos, a face dele estava bastante desfigurada e, assim, foi mais difícil fazer o reconhecimento pessoal. O outro fator que complicou foi que duas famílias vieram reclamar o corpo, o que necessita um exame para ter certeza da identificação da vítima”, afirma.

Segundo o delegado, já havia suspeitas de que se tratava de Rebuá, porém, em casos como esse, é preciso uma série de procedimento legais para confirmar a hipótese e evitar problemas futuros. Desse modo, foi realizada a identificação datiloscópica - por meio de impressões digitais - e o resultado confirmou que a vítima se tratava de Rebuá.

Comentários

Comentários