Os baianos têm destino certo quando cresce o movimento nas praias do Estado, seja no Réveillon, no São João ou no Carnaval: Sergipe. Os hotéis da Praia de Atalaia ficam cheios de “vizinhos” que não cansam de falar maravilhas do lugar. Nos mais variados quesitos: hospitalidade, segurança, tranquilidade, preços e passeios, que geralmente começam por sua ensolarada e limpa capital, Aracaju, dona de um dos calçadões mais amplos e organizados de todo o Nordeste e que seguem rumo ao Norte ou ao Sul, com direito a mergulhos refrescantes no “Velho Chico”, como o Rio São Francisco é conhecido, já na divisa com outro vizinho sedutor, Alagoas.
Durante décadas, Sergipe ficou um tanto escondido dos holofotes turísticos, mas quando despertou, conduziu para o menor Estado brasileiro uma legião de apaixonados. Gente que seguiu o instinto baiano e que mesmo concordando que o mar, na praia de Atalaia, não tem o mesmo colorido de outras mais distantes, como a do Saco, ali se hospedam para interagir com os simpáticos habitantes do lugar.
Afinal, é em Atalaia que fica a Passarela dos Caranguejos, point da moçada que se entrega quase que diariamente ao ritual do toque-toque do martelo. Único jeito de provar o recheio das patinhas de caranguejo que acompanham a cerveja gelada.
Mas Aracaju, a terra da tranquilidade, o destino até mesmo dos baianos, tem mais, muito mais a oferecer. Um lugar para ser feliz. Onde o rio e o mar se abraçam para emoldurar uma cidade que une tradição e modernidade adornada pela natureza dos seus manguezais, praças e jardins.
Estando em Atalaia, no Refúgio, na praia dos Artistas ou na praia de Aruana, acomode as malas no hotel - há desde resorts urbanos a pousadas mais simples à disposição do visitante - e vá conhecer seus outros encantos. Que passam pelos mercados públicos, igrejas históricas, pela travessia do rio Sergipe, pela Ilha de Santa Luzia (hoje também alcançada por ponte) E pelos centros de arte popular.
Perfeitos para o contato com gente simples que valendo-se de técnicas passadas de pais para filhos, cria peças fantásticas. Renda irlandesa, rendas de bilro, o bordado tipo richelieu, a cerâmica, o artesanato em palha, a produção de papel e as bonecas de pano. Na Praça da Catedral está o Centro de Turismo, casarão erguido em 1910 com 28 lojinhas de bordados, camisetas e objetos decorativos. Há lembrancinhas a partir de R$ 5,00. Funciona diariamente, das 9 às 19 horas. O Mercado Municipal oferece mais opções. Ali encontram-se mantas com tecido de rede, objetos de palha e luminárias. E também a tradicional farinha de tapioca, massa para beju e puba - tipo de farinha para bolo e mingau. o Mercado Municipal fica aberto de segunda a sábado, das 6h às 17h; domingo, até 13h.
Se só de ouvir falar em tapioca, beiju, puba e patinhas de caranguejo já dá água na boca, vá fundo. Sergipe, e em particular Aracaju, possui uma diversificada culinária com influência de negros, brancos e índios.
Às margens dos rios e do mar não faltam restaurantes premiados, que servem porções generosas de peixes, frutos do mar ou mesmo de carne de bode e de carneiro. Acompanhados dos mais variados sucos típicos de frutas nordestinas, como a mangaba e o caju, o símbolo da cidade.
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Comprinhas
Entrar no complexo de mercados da capital significa perder-se num labirinto de roupas, artesanatos, cheiro de palha, de churrasquinho e ervas, sem deixar de aceitar as provas de castanha e de doce de mangaba.
Em meio a esse ambiente, o visitante escolhe o mercado de acordo com o que pretende comprar. Artesanatos se concentram no Antônio Franco; castanhas no Thalez Ferraz, e, no Albano Franco, legumes, frutas e hortaliças.
Durante suas andanças pelo Antônio Franco, procure a banca de João Firmino Cabral, o seu Firmino.
Escritor de literatura de cordel, ele adora contar trechos das histórias que vende. Os assuntos são os mais variados - de Lampião a piadas. Os preços vão de R$ 1,00 a R$ 5,00.
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O Cariri, o Refúgio e a Beira-Mar
Em Sergipe, vá para a Passarela do Caranguejo. À noite, a área vira point, com restaurantes especializados no crustáceo (servido com um martelinho) e duas opções para dançar: o Beer House (79-3243- 1379), com música dos anos 1960, e o Cariri (79-3243-1379), onde se ouve forró pé de serra.
Embarque no ritmo local e descubra um ambiente colorido, com cortinas de chita. Não tenha medo de fazer feio: há uma professora de forró de plantão e até um boneco de pano, para ninguém ficar sem par. O Cariri tampouco decepciona na cozinha. O Peixe-Delícia faz jus ao nome e vem com molho branco e banana-da-terra.
Perto do centro, a Praia do Refúgio atrai turistas aos seus quiosques. Não se deixe enganar pela água rasa: a correnteza é forte. Melhor só aproveitar o visual a partir do Bar Parati.
A Avenida Beira-Mar leva a um mirante de onde se observa uma bonita área de mangues. Com a maré baixa, você identifica o encontro dos rios Poxim e Sergipe, divididos por uma ilhota - nesta época, dá para ver montada, ali, a árvore de Natal que enfeita a cidade. Ao fundo, o oceano contorna o cenário.