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Bolinho japonês: sorte no Ano Novo

Mariana Cerigatto
| Tempo de leitura: 1 min

Manter as tradições milenares, passadas de geração em geração, é o objetivo de um grupo de voluntários e integrantes da igreja budista de Bauru, que todos os anos se reúnem em equipes de até 50 pessoas para confeccionar o tradicional mochi, mais conhecido no Brasil como moti.

Essa tradicional receita da culinária japonesa consiste em um bolinho feito de arroz glutinoso moído em pasta e depois moldado. Embora seja consumido durante o ano todo, está sempre presente no cardápio do Ano Novo e em ocasiões especiais, como nascimentos e casamentos.

Ontem, mulheres e homens reunidos na igreja da Vila Independência, em Bauru, desde o início da manhã, começaram a fabricar os saborosos bolinhos. De acordo com o presidente da Igreja Budista de Bauru, Seiji Yano, cerca de 900 quilos de mochi foram embalados para venda. “O objetivo é arrecadar fundos com o lucro do mochi, que são destinados para a manutenção da entidade”, afirma.

Masaru Ogino, tesoureiro e relações públicas da igreja, salienta que o costume de consumir o mochi garante que tradições milenares se mantenham acesas. “É um hábito passado de geração para geração no Japão”, frisa.

Tokio Yanase, de 80 anos, há dez anos ajuda a elaborar o bolinho de arroz na igreja. “Dá mais sorte ainda se ele for consumido no primeiro dia do ano. Se tomado com um gole de saquê, a pessoa terá mais prosperidade”, indica. “Antigamente, acreditava-se que a pessoa deveria comer um número de bolinhos de acordo com a sua idade”, conta Yanase. Tereza Nishida e sua família garantiram o prato especial e místico. “O bolinho faz sucesso na família. É saboroso e nutritivo.”

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