Bariri – A prefeitura de Bariri (56 quilômetros de Bauru) informou ontem ao Jornal da Cidade que, diferentemente do que foi divulgado por José Roberto Fernandes, diretor comercial da Taip Brasil, empresa de turismo aéreo interessada na gestão do Aeródromo Apparecido Osório da Silva, ainda não há prazo definido para abertura do processo licitatório, que vai definir a empresa responsável pela administração da área.
Por meio da assessoria de imprensa, o prefeito Rubens Pereira dos Santos (PTB) declarou que o projeto apresentado pela Taip Brasil, que prevê reformas na pista de pouso do aeródromo e a construção de um hotel e um resort em seu entorno por um pool formado por 22 empresas nacionais e estrangeiras, ainda passará por avaliação dos departamentos Jurídico, de Obras, Administrativo, e de Desenvolvimento e Turismo da prefeitura antes da abertura do certame.
“Depois, ele (prefeito) vai ver a possibilidade de criar um projeto de lei (autorizando concessão do aeródromo à iniciativa privada) que vai para a Câmara Municipal”, diz. Como o recesso do Legislativo só vai terminar em fevereiro, segundo o prefeito, o prazo de 20 dias informado pelo diretor da empresa não poderá ser cumprido porque a medida depende da aprovação dos vereadores.
Além disso, segundo a prefeitura, uma eventual concessão da área também depende da aprovação do projeto da empresa vencedora da licitação por parte da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). “No edital da licitação, será colocada uma cláusula dizendo que só será concedido o aeroporto à empresa solicitante de acordo com aprovação da Anac”, declara.
Projeto polêmico
A proposta da empresa Taip Brasil de instalar um complexo turístico em Bariri, com hotel e resort, na área do aeródromo, está gerando polêmica na cidade. Alguns empresários, que fazem parte do Conselho Municipal de Desenvolvimento do Aeródromo Público, não concordam com o projeto apresentado. Esse descontentamento teria gerado momentos de tensão anteontem, em reunião realizada no gabinete do prefeito.
Segundo o diretor comercial empresa, José Roberto Fernandes, durante dois anos, seriam investidos aproximadamente R$ 123 milhões no local. Entre as benfeitorias previstas estão a implantação de asfalto na pista de pouso e decolagem, para que ela possa receber aeronaves de pequeno e médio porte, e construção de novos hangares, hotel e resort. Com essa estrutura, ele acredita que a região estará preparada para receber turistas a partir de 2014.
Fernandes ressalta que o grupo, formado por 22 empresas de vários segmentos, escolheu a cidade de Bariri para investir por ela estar localizada entre os polos calçadista (Jaú) e do bordado (Ibitinga). Se a licitação for autorizada, a empresa vencedora poderá administrar o aeródromo por dez anos, prorrogáveis por mais dez, e depois vinte anos. A expectativa da Taip Brasil é de que, com a conclusão da obra, sejam gerados 900 empregos diretos, além de receita mensal de R$ 10 milhões.