O produtor de soja do Paraná, segundo maior Estado produtor do País, deverá se beneficiar de preços melhores, porque a colheita do Estado deve chegar mais cedo ao mercado este ano, avaliaram analistas do setor nesta semana. Com condições climáticas mais favoráveis, os produtores paranaenses realizaram o plantio mais cedo que de costume, concentrando a semeadura em outubro.
O resultado é que esta safra chegará mais cedo ao mercado, entre o final de janeiro e início de fevereiro, e poderá ser negociada a preços mais firmes por conta da demanda de curto prazo no período, antes do pico da colheita, explica o analista de mercado da Agrosecurity, Felipe Prince.
O analista ressalta que, tradicionalmente, os produtores que conseguem negociar a soja com melhores prêmios estão no Mato Grosso, maior produtor da oleaginosa no país. Os municípios do oeste e norte, Sorriso, Sapezal e Lucas do Rio Verde, normalmente, começam a colheita e janeiro e conseguem preços mais altos.
O analista observa que o setor trabalha com a perspectiva positiva, de que os preços em Chicago se mantenham na faixa de US$ 13 a US$ 14. “Mas pode até subir dependendo de como se consolidar a atual safra argentina, afetada pela seca.”
Prince observa que as tradings acompanham de perto as condições climáticas para o Sul do país por causa da ocorrência do fenômeno climático La Niña. Relatório da Somar Meteorologia indica que as chuvas devem se normalizar nos Estados do Centro-Oeste e Sudeste do país, mas o tempo mais seco prevalecerá até o início de 2011.