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Mega da Virada embalou sonhos dos apostadores

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

Os R$ 200 milhões da Mega-Sena da Virada sorteados na noite de ontem instigaram apostadores a sonhar com a transformação de suas vidas horas antes do encerramento das apostas, às 14h. O prêmio milionário foi sorteado ontem à noite, após o fechamento desta edição. O resultado pode ser conferido no site www.caixa.gov.br.

A chance de acertar as seis dezenas era de uma em 50 milhões. Em busca de realizações, cada qual fez sua fezinha. A virada de ano inspira as pessoas a fazer planos ou renovar as promessas de conquistas. Assim, o prêmio recorde de R$ 200 milhões piscando freneticamente nos painéis de casas lotéricas instigavam ainda mais a apostar.

Edna do Vale, 26 anos, e César Prado, 27 anos, estão noivos e prontos para o casamento mesmo que não sejam contemplados com a sorte da Mega da Virada. Ontem, apostaram seis dezenas que surgiram em um sonho do pai dela, Marcos.

Edna é coordenadora de operações e costuma apostar a mesma sequência de números. Os números sonhados por seu pai, anteontem, já mudaram seu hábito de apostar em uma mesma sequência de dezenas. A assistente de importação Tânia Aquino, 50 anos, e a empresária Marinez Caldana, 51 anos, também fizeram suas apostas. Amigas desde a adolescência, Tânia está recepcionando Marinez, que veio de São Paulo passar o Réveillon em Bauru.


Palpites


Elas aproveitaram os palpites de quatro talões deixados sobre o balcão da lotérica e pegaram carona nos prognósticos de outras pessoas. As amigas têm planos muito parecidos. Tânia gastaria a bolada da Mega-Sena milionária curtindo a vida, melhorando suas condições de conforto e ajudando as pessoas, já que os filhos estão "encaminhados". Marinez gostaria de viajar, melhorar as estrutura oferecida aos pais e colaborar com outras pessoas.

Ricardo Vinícius Falcão, 34 anos, apostou ontem pela primeira vez na Mega-Sena. "Meu sonho é comprar uma casa própria para minha mãe", cita. Ele acrescenta que a bolada ajudaria a melhorar sua vida e dos parentes. Quanto a um sonho pessoal, Falcão diz não saber o que faria com a quantia milionária.

Elaine Braga de Carvalho, funcionária de uma lotérica na esquina das ruas Primeiro de Agosto e Rio Branco, no Centro de Bauru, estranhou a calmaria na loja de apostas no período da manhã de ontem.

Ela diz que o brasileiro deixa tudo para os últimos segundos e, como no ano passado, se formaria fila na lotérica até próximo do horário limite de apostas, às 14h, quando o sistema seria interrompido.

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