Regional

Familiares pedem punição para envolvidos em agressão que resultou na morte de um homem

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 3 min

Duartina - Familiares de Ademir Soares, 41 anos, morto a pauladas na noite de sexta-feira, em Duartina (38 quilômetros de Bauru), durante briga entre vizinhos - conforme divulgado ontem pelo JC -, estão revoltados com a agressão considerada por eles covarde e gratuita e pedem Justiça.

Na ocasião, outras cinco pessoas também foram agredidas e tiveram que passar por atendimento no Hospital Santa Luzia. A Polícia Civil informa que já tem alguns suspeitos e que vai pedir a prisão preventiva dos acusados nesta semana.

Segundo a polícia, bombas lançadas na via pública por pessoas que participavam de festa de confraternização em uma casa na rua Irênio Zaninoto, no bairro Planur, teriam gerado uma discussão com moradores da residência vizinha, que também realizavam uma festa.

Por volta das 22h44, no cruzamento da via com a rua Aureliano Aredes, integrantes dos dois grupos se encontraram e passaram a se agredir com pedaços de madeira.

Ademir, que de acordo com a polícia teria tentado apartar a briga, acabou sendo atingido por várias pauladas na cabeça. Ele chegou a ser socorrido com vida, mas não resistiu aos graves ferimentos e morreu no hospital da cidade. Ademir, que era casado e pai de três filhos e morava em uma fazenda no bairro Água da Onça, zona rural de Duartina, teria ido até a casa do sogro para comemorar o Réveillon.

Além dele, também ficaram feridos, embora com menor gravidade, seu sogro, Devacir de Souza Campos, 56 anos; seus cunhados Devacir de Souza Campos Filho, 25 anos, e Aparecido Donizete de Souza Campos, 29 anos; a esposa de Devacir Filho, Roseli da Silva Clara, 32 anos; e Ana Maria Oliveira da Silva, 38 anos, filha da proprietária da casa onde estavam os supostos agressores.


Agressões


De acordo com Devacir de Souza Campos Filho, que mora em Piratininga, mas estava visitando o pai, a briga ocorreu no momento em que ele, acompanhado de familiares, se dirigia a uma padaria no Centro da cidade.

"Os caras já desceram com pedaços de pau, ferro, faca e atacaram a gente", relata. Ele conta que, ao todo, oito pessoas participaram das agressões, entre elas três mulheres, e alega que conhecia apenas um dos agressores, uma mulher que teria sido companheira do seu primo.

O cunhado de Ademir confirma que, antes das agressões, teria havido uma discussão entre os moradores das duas casas por causa do lançamento de bombas em frente ao imóvel de seu pai.

Segundo ele, seu sobrinho de 10 anos teria avistado fogo em um terreno vizinho, supostamente ocasionado pelo estouro das bombas, e começado a gritar, o que chamou a atenção de uma mulher que estava no imóvel vizinho. Ela, então, teria ido até o local para conter o princípio de incêndio.

Em seguida, de acordo com Devacir Filho, sem razões aparentes, tiveram início as agressões. "Não teve motivo nenhum. Ninguém entende nada do que aconteceu porque a gente nem conhecia eles, não sabe de onde são", afirma.

O cunhado de Ademir diz que os familiares só querem Justiça para que os acusados das agressões sejam presos o mais rápido possível. "A sensação nossa é de revolta", desabafa. "Um vagabundo desse mata um trabalhador e está solto".

O delegado de Duartina, Antônio Augusto de Campos Lima, informou ontem que as investigações tiveram início e que alguns suspeitos já foram identificados. De acordo com ele, ainda esta semana será pedida a prisão preventiva dos envolvidos nas agressões, que resultaram na morte de Ademir.


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