Brasília - Nas primeiras reuniões bilaterais de seu governo, ontem, com sete chefes de Estado e de governo, a presidente Dilma Rousseff deu ênfase a temas relacionados à infraestrutura.
Durante as audiências com o primeiro-ministro da Coreia do Sul, Kim Hwang-Sik, e com o ex-primeiro-ministro do Japão Taro Aso, Dilma tratou do leilão do Trem de Alta Velocidade (TAV) entre Campinas e o Rio de Janeiro. Empresas da Coreia estão interessadas na obra que ligará as grandes cidades paulistas e fluminenses.
Dilma também conversou sobre a possibilidade de um acordo comercial entre o Mercosul e a Coreia do Sul. O assunto também foi tema do encontro da nova presidente com o primeiro ministro coreano, em Brasília. A informação foi dada à imprensa pelo novo ministro de Relações Exteriores, Antônio Patriota.
No encontro, ainda foram debatidos acordos de cooperação na área tecnológica entre Brasil e Coreia do Sul, como na energia nuclear, petróleo e construção naval. Dilma e Hwang-Sik também citaram a necessidade de reequilibrar o comércio exterior entre os dois países, que tem sido majoritariamente deficitário para o Brasil.
Em outro encontro internacional, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, convidou Dilma a visitar Ramallah assim que for possível.
Com o vice-presidente de Cuba, José Ramón Machado Ventura, Dilma tratou da modernização e ampliação do Porto de Mariel, 50 km a oeste de Havana, para o qual Brasil concedeu um empréstimo de US$ 300 milhões. Patriota relatou que Dilma e Ventura demonstraram preocupação com a epidemia de cólera no Haiti e que os dois países querem intensificar a cooperação com aquele país, arrasado por terremoto em fevereiro do ano passado.
Dilma e o primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, conversaram sobre a entrada do país europeu no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e sobre políticas coordenadas para atuar no órgão.
O príncipe Felipe de Astúrias entregou a Dilma uma carta do rei Juan Carlos, da Espanha. Segundo Patriota, conversaram sobre a agenda bilateral e os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.
Na reunião com o presidente do Uruguai, José Mujica, Dilma combinou de manter reuniões trimestrais, como fazia o presidente Lula.