Política

Prefeito promete alça da Duque-Nações

Nelson Gonçalves com Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 3 min


A construção do viaduto 23 de Maio, sobre a avenida Nações Unidas, permitiu a ligação da região central com o lado da cidade onde estão bairros como o Jardim Brasil e Jardim Higienópolis. Mas a ligação direta da Duque com a Nações, no sentido centro-Vitória Régia, ficou esperando uma alça. Agora, 35 anos depois da inauguração do viaduto, a alça vai sair.

É o que promete o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB). Ele disse que vai realizar a conexão, iniciando pela desapropriação dos imóveis que estão próximos ao viaduto, lateralmente à avenida Nações Unidas. Depois, ele promete licitar ou instalar a alça.

Com isso, 35 anos depois da inauguração do viaduto 23 de Maio, ainda no governo municipal de Edmundo Coube (1975), a última alça de ligação da Nações com a Duque vai ser construída, segundo o que afirma o prefeito. "Nós estamos reservando R$ 5,5 milhões para desapropriações no orçamento de 2011 e uma obra prioritária é esta alça. Faz tempo que a alça está desenhada e entra governo e sai governo e ela não sai. Vamos fazer em 2011, neste ano", prometeu.

Segundo o prefeito, com o projeto pronto na Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan) a etapa inicial será concretizar as desapropriações. "Temos dois ou três imóveis, um deles já desocupado, que terão de dar lugar à alça. Mas é um espaço já com uma entrada prevista, aberta. Mas precisa desapropriar e acertar isso. A Seplan vai cuidar disso. Resolvida a desapropriação, vamos licitar a alça", completou.

O chefe do Executivo argumenta que a ligação pelas ruas do entorno ficou provisória e virou, por anos, permanente. "Vai acabar com o contorno pela rua acima da Paróquia Santa Rita, no semáforo. Quem estiver na Duque de Caxias e for entrar na Nações Unidas vem direto e pega a alça, como em todo viaduto", finalizou.

Em relação às avenidas, Agostinho também reafirmou que vai prosseguir no trabalho de substituição da iluminação pública. "Vamos prosseguir com estes investimentos para as principais avenidas, como fizemos com a Nações Unidas e a Duque de Caxias neste ano. Também vamos insistir na busca de recursos de fora, quem sabe federais, para prolongar avenidas, completar interligações em alguns bairros e concluir o prolongamento como por exemplo na Lúcio Luciano", falou.

Desocupação


Marcelo Aguiar Foloni, sócio-proprietário de uma empresa de vistoria veicular localizada bem na junção da futura alça com a avenida Duque de Caxias, afirmou que já tinha conhecimento da iniciativa do Executivo.

Para ele, a implantação do novo acesso Duque-Nações Unidas será benéfico para seu empreendimento. "No nosso caso, a alça irá pegar apenas um pedaço do nosso jardim, então não vejo problema. Além disso, creio que vai ajudar, teremos uma faixa auxiliar, que trará maior movimentação", observa.

O empresário também avalia que a alça é necessária. "Quem perdeu a entrada na rua Maria José, só poder fazer retorno bem depois do viaduto", observa. O único problema que ele vislumbra é com a execução da obra. Ele teme que a entrada de seu estabelecimento fique interditada durante a construção do novo acesso. "Por sermos uma empresa autorizada pelo Detran, não podemos mudar de endereço. Temos autorização específica para este local", explica.

Um morador que não quis se identificar está preocupado com o fluxo de veículos e em como vai conseguir acessar a própria garagem. "Como vou conseguir entrar na garagem se o trânsito vai ficar intenso. Vamos ter que estacionar na esquina. A prefeitura vai fechar a minha porta e me proibir de entrar com carro em casa? Só teremos acesso a pé?", questiona.

Ele também aponta que muitos comerciantes que mantém lojas e salões de beleza na rua Aviador Gomes Ribeiro, por onde o fluxo de acesso à Nações Unidas passa atualmente, serão prejudicados. Entretanto, neste caso, a alteração no sentido do fluxo de acesso faz parte dos prós e contras embutidos em qualquer alteração viária.

Mas o morador também adverte para cabeamento de telefonia móvel subterrâneo, que passa em uma calçada onde a alça irá se conectar à Nações Unidas. Ele questiona a viabilidade de movimentar essa rede.

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