Internacional

Alarmes soaram ao menos 5 vezes em banco invadido na Argentina

Folhapress
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Buenos Aires - Os alarmes da agência do Banco Provincia, assaltada em Buenos Aires, soaram ao menos cinco vezes. A primeira vez foi em 23 de dezembro, muito antes dos dias de Ano Novo como anteriormente se pensava, depois nos dias 29 e 30 de dezembro e ainda em outras duas oportunidades durante a noite de 2 de janeiro.

O sistema de segurança da agência, além do convencional alarme, possui os de tipo antissísmico. Qualquer movimentação subterrânea é identificada. Mas, segundo o presidente do banco, Guillermo Francos, ninguém levou em consideração os avisos por considerar que eram somente vibrações naturais.

Outro fato que apareceu nas últimas horas na imprensa argentina é que a os alarmes não foram considerados, pois uma pizzaria ao lado do banco, a Pompeii, estava passando por reformas.

Segundo o jornal argentino "Clarín", o promotor Martín Niklison requisitou um relatório de cada uma das vezes que os alarmes soaram para averiguar se o sistema de segurança estava em perfeitas condições, como atestou a empresa responsável. Niklison também investiga se houve negligência policial.

Quando o alarme soou no dia 29 à noite, um dos funcionários do banco foi até o local, checou as condições e, como era tarde, dormiu ali mesmo, no edifício (ele teria de estar lá para trabalhar cedo no dia seguinte).

No mesmo dia, o antissísmica também alertou. Os empregados novamente revisaram a área e não encontraram nada. No domingo, os policiais chegaram a visitar o banco. Como estava tudo normal fora da agência, nas imediações dela, foram embora.

As autoridades argentinas não conseguem entender por que os ladrões suspenderam os trabalhos dentro do banco entre a manhã de 31 de dezembro e a noite de 2 de janeiro, o que resulta em 60 horas de inatividade. A hipótese trabalhada pela polícia é que os bandidos contavam com o apoio de uma das turmas de guardas que trabalham na agência.

A câmera de segurança dentro da sala de cofres registrou imagens pouco precisas de três homens. Também eram três os que estavam na parte de fora, imagem registrada na segunda-feira às sete da manhã. Levaram bolsas [repletas de dinheiro] em uma camionete Kangoo branca.

Um estava dirigindo, e os outros dois partiram a pé. Ontem, um veículo com as mesmas características foi encontrado incendiado em outra parte de Buenos Aires.

"A verdade é que acreditamos que a banda tenha ao menos 10 membros. Esse tipo de golpe precisa de um financiador, uma escala hierárquica, além de gente que trabalhe em turnos", disse uma fonte que preferiu não se identificar ao jornal "Clarín".

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