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Sensibilidade na escolha e na pressão

Fábio Pallotta
| Tempo de leitura: 3 min

A escolha de Dilma Rousseff como presidenta do Brasil foi um acontecimento histórico que enche os nossos corações brasileiros de esperanças para que haja mudanças nas condições da mulher em nosso país em todos os níveis, pois em uma sociedade machista e de uma herança colonialista como a nossa a mulher sofre todo o tipo de violência em todos os níveis sociais e profissionais.

Como mulher e presidenta, ela deve fazer um governo que atenda a todos os brasileiros gerando empregos, melhorando a educação, a saúde e não se esquecendo da área de alta tecnologia, em especial a alta tecnologia aeroespacial na qual o Brasil é referência mundial, mas corre o risco de ser ultrapassado pela China. Os chineses já começam a fazer seus próprios aviões com transferência de tecnologia nacional brasileira da Embraer, mas sem o nosso acabamento melhor fruto do nosso "jeitinho" e tecnologia

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Para nos alcançarem não falta muito tempo devido à sua visão de futuro que os filhos da "Terra do Meio" tem e sua excepcional capacidade de trabalho e adaptação a novos desafios. Além disso, os chineses têm uma clareza impressionante sobre o que lhes interessa para o futuro o que faz que seus "arranjos políticos" tenham a obrigação de favorecer não apenas a grupos ou outras nações, mas o próprio pais.

Essa "sensibilidade na escolha" dos chineses deve pautar a nossa nova presidenta na escolha do nosso caça supersônico rompendo com os interesses do presidente que lhe transferiu o cargo em comprar um caça supersônico já desenvolvido em outra nação, mais especificamente a França. Nenhum dos vendedores, muito menos a França com o seu já velho Rafale, vai nos transferir toda a tecnologia necessária para termos um parque aeroespacial de ponta a exemplo do que já temos por aqui, na aviação civil com a Embraer. A "cereja do bolo" tecnológico que seria a configuração das asas e a alocação dos armamentos na aeronave nunca nos vai ser transferido, pois são os itens mais importantes nesse caça tão necessário para nossa força aérea e nosso desenvolvimento aeroespacial. Os 20 bilhões de dólares (US$ 20 bilhões) que se destinam aos franceses na compra do ultrapassado Rafale, em um jogo de cartas marcadas, devem ser aplicados aqui na criação do nosso parque aeroespacial que gerara alta tecnologia, milhares de empregos e um desafio saudável aos nossos engenheiros e as nossas escolas de engenharia. Como todos sabem um dos principais gargalos do nosso desenvolvimento atual é a falta de engenheiros formados em quantidade e de qualidade. Por esses motivos a nossa presidenta eleita deve ter essa essencial "sensibilidade na escolha" no re-aparelhamento da Aeronáutica.

Mas ela não pode enfrentar esse desafio sozinha. Não. Deve contar com a pressão de todos os engenheiros do país, através de seus órgãos profissionais estaduais e regionais e se fazer ouvir nesse momento seguindo o exemplo do formidável visionário brigadeiro Casemiro Montenegro Filho que proporcionou ao Brasil a criação do Instituto Tecnológico da Aeronáutica, o nosso querido e fundamental ITA, que forma engenheiros aeronáuticos e sem o qual não haveria Embraer e futuro no nosso desenvolvimento tecnológico independente.

Portanto, senhora presidenta Dilma Rousseff e engenheiros do Brasil e sua atuação pessoal nessa corrente pelo futuro tecnológico da nossa nação: sensibilidade na escolha e na pressão que os chineses, franceses, norte-americanos e suecos estão aí, nos nossos calcanhares. Senhores brigadeiros do ar da nossa aeronáutica, vamos honrar a postura do formidável visionário, o também brigadeiro do ar, Casemiro Montenegro Filho. (O autor, Fábio Pallotta, é professor de história e colaborador de Opinião)

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