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Chuvas já mataram 9 em SP este ano


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São Paulo - De 1 de dezembro - quando teve início a Operação Verão da Defesa Civil - até ontem, nove pessoas morreram e 11 ficaram feridas no Estado de São Paulo em decorrência das chuvas. Segundo balanço do órgão, 30 municípios estão estado de atenção e um - Mauá (Grande São Paulo) - está em alerta.

As mortes ocorreram em São Paulo, Tatuí (41 km de São Paulo), Mauá e Jundiaí (58 km de São Paulo) e a maioria foi causada por deslizamentos de terra.

No total, 54 cidades já foram atingidas por chuvas fortes e registraram estragos. São 778 desabrigados (dependem de abrigos públicos) e 4.193 desalojados (acomodados na casa de amigos e familiares).

Em Jundiaí, as mortes registradas são de quatro pessoas da mesma família. Na noite de anteontem, um barranco deslizou sobre uma casa na rua Idalina Gonçalves Dias, no Jardim São Camilo, matando um casal e duas filhas de 4 e 9 anos que estavam no local.

Seca no Sul


Enquanto o Sudeste está debaixo d?água, as cidades de Cerrito, Lavras do Sul e Pedro Osório, no sul do Estado do Rio Grande do Sul, devem decretar situação de emergência na próxima semana devido à seca prolongada. Na zona rural, já falta água potável.

Com elas, o número de cidades afetadas no Rio Grande do Sul pode subir para seis. Os municípios de Candiota, Herval e Pedras Altas já decretaram situação de emergência e estão recebendo água potável por meio de caminhões da Defesa Civil. "As famílias não têm água para beber em vários pontos da zona rural. Falta água e comida para as criações e isso, junto à falta de água, ameaça a subsistência das pessoas", diz o major Oscar Luiz Moiano, chefe da Defesa Civil gaúcha.

Lavras do Sul (350 km de Porto Alegre), com 7.500 habitantes, prepara a documentação para entrar com o pedido de ajuda, segundo o secretário de planejamento da cidade, Cláudio Abascal Munhós. "Nossa situação é muito grave. Há 90 dias não tem uma chuva boa, e 80% da renda do nosso município vem do campo", afirma.

"Na agricultura, o prejuízo será de, no mínimo, 40%. E na pecuária, que é nosso carro chefe, o gado não tem o que comer nem beber. Com isso, as vacas não dão cria e não teremos terneiros (bezerros) para a nossa feira do terneiro, que é, ou era, a maior do Estado", completa.

De acordo com o major, as três cidades já estão recebendo água e cestas básicas.

A Defesa Civil do Estado prepara um relatório para enviar ao Ministério da Integração Nacional, em Brasília, com um pedido de auxílio federal.

Prefeitos das cidades afetadas devem se reunir hoje com integrantes do governo do Estado, em Porto Alegre, para discutir um plano de ação.

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Família inteira morre soterrada enquanto dormia em Jundiaí

Jundiaí - Uma família inteira morreu soterrada após deslizamento de terra provocado pela chuva, na noite de anteontem, na periferia de Jundiaí (289 km de Bauru. Pai, mãe e duas garotas, uma com 9 e outra com 4 anos, dormiam quando parte de um barranco caiu sobre a casa, no Jardim São Camilo. Segundo informou a Defesa Civil, a casa estava em área de risco.

Os vizinhos tentaram socorrer as vítimas, mas não conseguiram. Equipes do Corpo de Bombeiros trabalharam no lugar durante toda a madrugada e o último corpo foi encontrado por volta de 4h30. Até o fim da tarde de ontem não havia informações sobre onde seriam enterrados os corpos das vítimas.

"Foi horrível, porque isso aqui (o bairro) virou uma loucura, todo mundo ficou desesperado e ninguém conseguia fazer nada", disse a vendedora Maria Angélica dos Santos Siqueira, 36 anos, moradora do Jardim São Camilo e mãe de dois filhos, com 8 e 5 anos. "A gente que é mãe fica numa agonia nessas horas", afirmou.

O auxiliar de serviços gerais Geraldo Duarte Santos, 48 anos, disse que os moradores ficaram assustados mesmo o dia tendo amanhecido com sol. "O problema é que não para de chover. Está sol, mas o tempo vai armando e a gente fica com medo de que aconteça alguma coisa com a casa da gente", disse.

A prefeitura de Jundiaí informou, por meio de assessoria, que a Defesa Civil identificou mais seis casas em situação de risco e as famílias estão sendo removidas para abrigos improvisados. Em 2010, 40 famílias foram retiradas do Jardim São Camilo, segundo a administração. O local possui 1.892 moradias. A prefeitura informou que realiza obras de contenção de taludes e começou o desenvolvimento de um projeto para construção de moradias para a população do bairro.

Outros bairros da cidade foram prejudicados. No Jardim Balsan seis moradias foram interditadas e no Jardim Sorocabana a água subiu dois metros e alagou 178 moradias. De acordo com a Fundação Municipal de Ação Social (Fumas), a média histórica de chuva registrada em Jundiaí nos meses de janeiro é de 294 milímetros. De 1 a 6 de janeiro de 2011, o volume alcançou 236 milímetros. Das 22h de anteontem às 2h de ontem choveu o equivalente a 107 milímetros, segundo informações da Fumas.

Sumaré


Mil famílias sofrem com as chuvas em Sumaré, na região de Campinas. O município está em estado de alerta. Segundo informou a Coordenadoria Regional de Defesa Civil em Campinas, o índice pluviométrico acumulado em 48 horas apontava ontem 165 milímetros, volume equivalente a 165 litros de água por metro quadrado, e o que provocou o alagamento de 14 bairros, com a cheia do Ribeirão Quilombo.

Ao menos 23 cidades da região de Campinas estão em estado de atenção. A prefeitura de Sumaré informou, por meio de assessoria, que disponibiliza abrigo para as famílias vítimas das enchentes. Ontem, seis Centros de Referência em Assistência Social receberam os moradores. A administração recebe donativos das 8 às 16 horas na Secretaria de Inclusão, Assistência e Desenvolvimento Social, à Avenida Brasil, 1.111, Jardim Nova Veneza.

O rio Atibaia começou a baixar segundo informou a Defesa Civil da cidade, mas ainda estava 1,20 metro além da calha ontem. De acordo com a prefeitura, chegam a 103 os desabrigados (pessoas retiradas de suas residências e abrigadas em escolas e espaços públicos) e 317 pessoas desalojadas (em casas de parentes e amigos).

As cheias atingiram 11 bairros. A administração informou que, diferentemente do ano passado, quando havia contribuição de água pelas represas do Sistema Cantareira, o rio encheu neste ano apenas pelo excesso de chuva.

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