Regional

Museu Alexandre Chitto é opção para conhecer o passado do município

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Quando se fala em museu muita gente arrepia, pensa logo em um lugar sombrio, lotado de coisas velhas sem nenhum significado. Mas em Lençóis Paulista o museu Alexandre Chitto é um local arejado, cheio de coisas antigas, porém cada uma com seu significado. A organização é seu ponto forte e isso faz com que seja mais um ponto que vale a pena ser visitado.

As visitas são monitoradas, sempre há uma pessoa habilitada a mostrar, contar um pouco da história e fazer com que cada uma das peças ganhe significado. Fernando Galeari Buono, assistente técnico administrativo foi nosso ?guia? e explica.

"Temos inúmeras peças (mais de três mil catalogadas) que fazem parte da história dos moradores e do município. Uma das mais interessantes é uma cama, que, segundo consta, foi usada por D. Pedro II em uma de suas viagens pela região. A Igaçaba é uma urna funerária feita de argila, moldada com os dedos pelos índios artesãos que servia para enterrar crianças, além da coleção de fotos de famílias que até hoje moram em Lençóis Paulista."

A sala do comércio do museu é algo que chama a atenção, até porque muitas das profissões mostradas através de instrumentos de trabalho, estão em extinção. A sala do sapateiro, com peças para alargar o bico dos sapatos, máquina de costura própria para consertar e fabricar botas, além de uniformes de ferroviários, dentre outros.

Na visita é possível conhecer peças de louças, alumínio, máquina de costura, de lavar roupa, de fazer massas, registradoras, calculadoras, uma coleção de telefones, geladeira da década de 40, formas de queijo e manteiga, cama de parto, cadeira de dentista e uma própria para extração de amígdalas.

Para agendar visitas o telefone é : 14-3264-1442 ou pelo e-mail: museualexandre chitto@gmail.com


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Quem foi Alexandre Chitto


Jornalista, historiador, apaixonado por sua terra natal, Alexandre Chitto fundou o primeiro jornal impresso de Lençóis Paulista, o Eco que até hoje circula na cidade. Ele é também o fundador do museu que leva seu nome e que tinha como objetivo ser um cartão postal.

Chitto morreu em 2001 quando o museu já tinha 22 anos. Teve vários livros publicados e reuniu um acervo que hoje conserva as tradições além de ter finalidade educativa.

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