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EUA pedem dados do WikiLeaks


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Washington - Um juizado federal norte-americano ordenou ao microblog Twitter a entrega de informações das contas do site WikiLeaks, de seu fundador, Julian Assange, e de pessoas ligadas ao grupo. A ordem foi emitida a pedido do Departamento da Justiça dos EUA.

A ordem judicial para investigar o WikiLeaks, que recentemente divulgou mais de 250 mil documentos confidenciais da diplomacia americana, solicita dados cadastrais dos envolvidos, como endereços, nomes e horários de acesso e registro de mensagens, a partir de 1 de novembro de 2009.

Pelo texto do mandado, são requeridos "todos os registros e "correspondências??, relacionadas com as contas, o que parece ser amplo suficiente para incluir qualquer conteúdo como mensagens diretas mandadas pelo Twitter ou por contas não públicas.

Entre os oito usuários citados, além do próprio WikiLeaks e de seu fundador, Julian Assange, está Bradley Manning, analista de inteligência dos EUA suspeito de ter originado os vazamentos.

Outra conta é de Birgitta Jónsdóttir, parlamentar islandesa que havia colaborado com Assange em vídeo sobre mortes cometidas pelos EUA no Iraque.

Também estão na lista o voluntário do WikiLeaks Jacob Appelbaum e o hacker e cofundador do provedor XS4ALL (acesso a todos, em inglês), Rob Gonggrijp.

O pedido da Justiça americana se baseia em uma norma que permite obter dados na internet de qualquer provedor ou site , sendo "relevantes e substanciais para uma investigação".

A juíza federal Theresa Buchanan, da Virgínia, julgou que o Departamento da Justiça conseguiu mostrar os requisitos.

Pela ordem, o Twitter, sediado em São Francisco, Califórnia, teria três dias a partir da data da decisão, para apresentar os dados. A ordem original, que é datada de 14 de dezembro, não permitia que os usuários das contas fossem notificados.

Na última quarta-feira, a juíza do caso reconsiderou a restrição e autorizou o Twitter a revelar o procedimento aos donos da contas, sem dar um novo prazo. A equipe legal do Twitter então enviou aos usuários uma notificação sobre o mandado, com cópia do processo. A empresa diz que responderá à ordem judicial em dez dias, caso o interessado não se manifeste.

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