Polícia

Trem acidentado tem novo incêndio

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 3 min

Um incêndio, por volta das 21h de anteontem, durante a tentativa de remoção do vagão-tanque carregado de combustível que, no sábado pela manhã, assim como duas locomotivas, descarrilaram no Horto Aimorés, em Bauru, novamente mobilizou o Corpo de Bombeiros. As chamas surgiram quando o vagão-tanque se movimentou e deslizou para a base do aterro. O tráfego de trens na linha Itirapina-Bauru está mantido, mas por rotas alternativas.

A sequência de acidentes começou por volta das 6h de sábado, quando duas locomotivas e um vagão-tanque descarrilaram após a terra sob os trilhos ceder. Gasolina do tanque e diesel das locomotivas vazaram, caindo num córrego. A cerca de um quilômetro do local, onde o produto se concentrou, ao lado de uma estrada, o combustível explodiu. Quatro pessoas que estavam em carros na estrada sofreram queimaduras.

O fogo no vagão-tanque, anteontem à noite, no resíduo de combustível, foi controlado pelas equipes do Corpo de Bombeiros e da América Latina Logística (ALL) que estavam de prontidão no lugar do acidente. A assessoria de imprensa da ALL classificou o caso como um "princípio de incêndio". Ninguém saiu ferido.

Segundo avaliaram ontem técnicos da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), o risco de uma nova explosão e de um novo incêndio diminuíram bastante após o vagão de combustível deslizar para a base do aterro. Conforme o químico Francisco de Lima, da Cetesb, as equipes da agência ambiental em Bauru fizeram, na manhã de ontem, uma varredura nas proximidades do local do acidente para averiguar a necessidade de uma intervenção, como a retirada da vegetação impregnada com resíduos de combustível que vazou das composições. No entanto, Lima esclarece que os vestígios ainda presentes no local não justificam a limpeza da área. "Arrancar o mato iria causar um incômodo maior do que deixar que a chuva acabe de lavar", ressalta.

Ele acrescenta que as equipes da Cetesb voltarão ao local hoje para acompanhar a retirada das duas locomotivas tombadas e do tanque. Lima acredita que levará alguns dias para a retirada das composições. A assessoria de imprensa da ALL informou que as equipes estão trabalhando para retomar o tráfego na via férrea no local do acidente, interrompido anteontem e que permanece isolado.

100 mil litros

A assessoria de imprensa da ALL confirmou ontem que vazaram aproximadamente 100 mil litros de gasolina do tanque e uma quantidade ainda não calculada de diesel das locomotivas. Segundo a assessoria, não foram localizados vestígios de diesel. As locomotivas comportam 10 mil litros do óleo combustível cada uma.

O combustível caiu em um córrego, afluente do rio Bauru. No momento em que os automóveis passavam na estrada perto do córrego, ocorreu a explosão. Cláudio Mello dirigia uma Belina atingida pelas chamas, assim como outros quatro carros, um Fiesta, um Corcel Del Rei, um Corsa e um Monza, onde estavam as outras vítimas.

A causa exata da explosão de anteontem pela manhã, que feriu quatro pessoas e atingiu cinco carros, ainda não foi esclarecida. No descarrilamento das locomotivas, um maquinista também teve ferimentos leves.


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Na UTI

Cláudio de Souza Mello, 48 anos, uma das quatro pessoas que ficaram queimadas na explosão do combustível que vazou do trem anteontem, permanecia na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual (HE) de Bauru. A assessoria de imprensa do hospital informou ontem que o estado de saúde de Cláudio era grave. Permaneciam sob cuidados médicos na ala de queimados as outras vítimas: Ana Roberta Venâncio, 37 anos, Imer Arantes de Oliveira, 30 anos, e Ismael Peres da Silva, 27 anos.

Elas estavam em carros na estrada ao lado de onde o combustível que vazou do trem se acumulou, após escorrer por um córrego, e explodiu.

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