Nova York - Uma tempestade de inverno no nordeste dos EUA pode despejar mais 15 a 30 centímetros de neve sobre Nova York até amanhã, dez dias depois da violenta nevasca que paralisou a cidade e gerou críticas à atuação da prefeitura. A nevasca deve ser mais intensa a partir de hoje à noite, e pode prejudicar os transportes aéreos e terrestres, segundo o Serviço Nacional do Clima. Os meteorologistas preveem também 30 a 38 centímetros de neve para Boston. A mesma tempestade passou ontem pelo sul dos EUA e está subindo a costa. Ela deve se juntar a uma turbulência mais elevada que estava seguindo para leste, o que causará muita neve, vento e neblina."É um sistema complexo", disse o meteorologista Rick Watling. "Os dois (sistemas) vão interagir. O sistema costeiro vai se aprofundar. Isso vai se desenvolver, e haverá ventos de nordeste". A tempestade anterior - a sexta maior na história de Nova York - despejou meio metro de neve sobre o Central Park ao longo de 17h, entre os dias 26 e 27 de dezembro, o que levou ao cancelamento de milhares de voos e causou transtornos durante vários dias na cidade. A tempestade também atingiu Boston, Filadélfia e outras grandes cidades do nordeste, mas não teve efeitos graves sobre o mercado financeiro.
Desastre político
O mau tempo foi um desastre político para Michael Bloomberg, prefeito de Nova York, que inicialmente declarou que a cidade estava limpando as ruas com a eficiência normal - mas os moradores de vários bairros viram ambulâncias e ônibus atolados na neve, e muitas ruas ficaram isoladas. Ontem, o Conselho Municipal (câmara de vereadores) fez audiências questionando autoridades sobre a reação à nevasca. Bloomberg emitiu um plano de ação com 15 itens, destinado a corrigir erros. O prefeito resolveu melhorar o processo para a declaração de estado de emergência, anunciou que todos os caminhões de retirada de neve serão equipados com GPS e comunicadores, e que haverá mais agilidade para terceirizar a limpeza das ruas.
Desastre político
O mau tempo foi um desastre político para Michael Bloomberg, prefeito de Nova York, que inicialmente declarou que a cidade estava limpando as ruas com a eficiência normal - mas os moradores de vários bairros viram ambulâncias e ônibus atolados na neve, e muitas ruas ficaram isoladas. Ontem, o Conselho Municipal (câmara de vereadores) fez audiências questionando autoridades sobre a reação à nevasca. Bloomberg emitiu um plano de ação com 15 itens, destinado a corrigir erros. O prefeito resolveu melhorar o processo para a declaração de estado de emergência, anunciou que todos os caminhões de retirada de neve serão equipados com GPS e comunicadores, e que haverá mais agilidade para terceirizar a limpeza das ruas.