Considerado um dos pontos críticos pela prefeitura, a Vila Industrial também virou cenário dos estragos provocados pelas chuvas. Maria Regina Cruz Zanino, 39 anos, mora na quadra 4 da rua Waldir José da Cunha e reclama que o problema deixou a rua intransitável por três quarteirões.
Segundo ela, além dos buracos, a tubulação foi toda destruída e o esgoto está correndo livremente na superfície pelas quadras 3 e 4. "Quem mora bem no meio desse problema está desde sábado, que caiu toda aquela chuva, sem conseguir tirar o carro de casa".
Situação semelhante é vivida pelos moradores do Núcleo Habitacional Jardim Val de Palmas. Pedro Ricardo de Camargo, presidente do bairro, alerta que, além de ter que deixar os carros na rua, a situação se tornou perigosa. "Tem buraco na beira da casa das pessoas. Duas ruas estão piores, a Luiz Crepaldi e a Lindonor de Souza Oliveira. A situação está assim faz tempo, porém, com a chuva desse fim de semana piorou tudo".
No Parque Jaraguá, a situação de uma família que reside na quadra 6 da rua Gérson Botijo de Moraes chamou a atenção de um fotógrafo. "No local vive uma família com sete crianças. A casa está praticamente sobre o buraco já. É um perigo enorme aquilo. O banheiro já foi levado e o quarto das crianças está a menos de um metro da erosão", conta Carlos Alexandre Carvalho.
Enquanto alguns estragos somente pioram, o poder público tenta conter os prejuízos. A Emdurb conseguiu concluir o serviço de isolamento da parte do muro do Cemitério da Saudade derrubado pelas chuvas de anteontem. Ao todo, desabaram 15 metros da estrutura e a empresa municipal aguarda a melhora do tempo para iniciar a reconstrução do muro.