Regional

DDM de Garça apura caso de estupro

Por Da Redaçã | Colaborou Jornal Comarca de Garça
| Tempo de leitura: 2 min

Garça - A Delegacia de Defesa da Mulher está diante de um caso de estupro na qual as vítimas são duas meninas de 14 e 11 anos, moradoras em Garça (70 quilômetros de Bauru). Segundo a denúncia, o autor seria ao padrasto das menores, um funcionário público de 48 anos, que há vários anos estaria abusando das estudantes. O crime só chegou ao conhecimento das autoridades porque a mãe das meninas, ao chegar em casa do trabalho, flagrou o acusado violentando a menina mais velha no sofá da sala.

O acusado fugiu e está sendo procurado pela polícia. O nome dos envolvidos não foi revelado.

O boletim de ocorrência de estupro de vulnerável foi registrado por volta das 19h30 de terça-feira na Delegacia do Município, minutos após o flagrante. A mãe, de 28 anos, revelou que ao chegar do trabalho entrou pela porta dos fundos, e quando foi até a sala deparou-se com a cena bárbara: o marido com quem é casada há nove anos estava abusando da filha. Ambos estavam sem roupas.

Transtornada com a situação, a mulher acionou a Polícia Militar. Segundo ela, o homem chegou a implorar que não o denunciasse, alegando que iria embora. O acusado fugiu antes da chegada dos PMs.

No Plantão Policial, a menina confirmou o que a mãe tinha relatado, ou seja, que o padrasto a abusou. Mas o pior estava por vir. A menina de 14 anos contou que desde os dez vem sendo abusada sistematicamente pelo padastro, que também violentava a irmã mais nova, de 11 anos. Por várias vezes, teria estuprado as duas juntas. No boletim de ocorrência as vítimas contaram detalhes impublicáveis da violência a que foram submetidas por vários anos.

As irmãs disseram que eram ameaça quando se negavam a praticar os atos. O acusado dizia que iria "inventar" coisas delas para a mãe. Temerosas, elas consentiam caladas. A mãe disse as autoridades que já desconfiava dos abusos, porém, as filhas sempre negavam com medo do autor "jogar" a mãe contra as filhas.

Membros do Conselho Tutelar acompanharam as vítimas durante o registro do boletim de ocorrência. Ontem o caso chegou as mãos da delegada titular da Delegacia de Mulher, Márcia Cassoni, que encaminhou as meninas para exame de corpo de delito junto ao Instituto Médico Legal.

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