São Paulo (Folhapress) - A mudança climática, ao fazer com que tempestades se tornem mais comuns, deixa regiões serranas como a do Rio mais vulneráveis. No caso de megacidades como São Paulo, o aquecimento global se soma ao excesso de concreto, tornando os temporais ainda piores. Quem mostra a relação entre clima, concreto e chuvas fortes são os climatologistas. Com o aumento geral da temperatura do planeta, nas palavras de Kevin Trenberth, do Centro Nacional para Pesquisa Atmosférica dos EUA, "o calor extra tem de ir para algum lugar. Parte dele vai para a evaporação e, assim, causa mais chuva". Nova Friburgo e Teresópolis, cidades encravadas em uma região propícia a deslizamentos, são, então, vítimas cada vez mais fáceis de tragédias. Essas cidades, porém, têm uma vantagem: são áreas urbanas pequenas, cercadas por áreas verdes. Fossem megalópoles, as chuvas seriam ainda piores. Isso porque, em cidades grandes como a Capital paulista, um fenômeno chamado ilha de calor urbana torna as enchentes mais cruéis.
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