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Dilma visita área devastada no Rio

Folhapress
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Nova Friburgo - A presidente Dilma Rousseff sobrevoou por volta das 14h de ontem a região serrana do Rio de Janeiro, atingida pela chuva torrencial na madrugada de anteontem. Ao pousar em Nova Friburgo, uma das cidades mais atingidas e onde 160 pessoas morreram, ela disse apenas que "o governo vai realizar ações firmes". Ela caminhou até a região onde ainda há bombeiros soterrados. A presidente estava acompanhada pelos ministros Nelson Jobim (Defesa), Alexandre Padilha (Saúde), José Eduardo Cardozo Luiz (Justiça), Luiz Sérgio (Relações Institucionais), Fernando Bezerra (Integração Nacional) e general José Elito de Carvalho (Segurança Institucional). Dilma assinou anteontem medida provisória que libera R$ 780 milhões para auxílio às cidades atingidas pela chuva. A medida foi publicada ontem no "Diário Oficial". A presidente disse na tarde de ontem que a construção de moradias em áreas de risco é a regra, não a exceção no Brasil. "Quando não se tem políticas de habitação, a pessoa que ganha até dois salários mínimos vai morar onde? Vai morar onde não pode", disse Dilma durante entrevista coletiva após visitar as áreas devastadas pelas chuvas na região serrana do Rio de Janeiro. Questionada sobre a diferença nos investimentos feitos pelo governo federal em 2010 na prevenção e na recuperação dos desastres, a presidente afirmou que é necessário articular políticas. "Geralmente, olham pra questão da Defesa Civil e acham que são problemas pontuais. Mas a prevenção não é uma questão de Defesa Civil apenas, ela é uma questão de saneamento, drenagem e política habitacional." Já o governador Sérgio Cabral (PMDB) afirmou que a catástrofe provocada pelas chuvas era a "crônica de uma tragédia anunciada". "A ocupação irregular e a questão ambiental têm cada vez mais como sinônimo a palavra tragédia. Foi uma situação realmente atípica, um volume de água realmente impressionante. Se tudo estivesse correto, correto, correto haveria danos materiais e perdas de vida, mas não na intensidade que nós estamos vendo", afirmou. Segundo Cabral, as cidades de Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo vêm de "décadas de permissividade na ocupação de encostas. O que houve danosamente de ocupação nos últimos 25, 30 anos dessas encostas é absolutamente irresponsável. Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo quadruplicaram suas populações", afirmou. Cabral disse que a culpa principal é das prefeituras, que não coibiram a ocupação irregular. "Ou a gente toma consciência disso e usa o aparato público para dizer ?não, aí não pode? ou vai acontecer novamente", disse o governador.

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