Nacional

Novo salário mínimo será de R$ 545

Por Folhapress | AE
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Brasília - O novo valor do salário mínimo será de R$ 545,00 a partir de 1 de fevereiro, anunciou ontem o ministro da Fazenda, Guido Mantega, depois de participar da primeira reunião ministerial do governo da presidente Dilma Rousseff. O aumento terá impacto de R$ 1,4 bilhão nas contas públicas neste ano. Inicialmente, estava previsto que o salário mínimo seria de R$ 540,00. Essa proposta chegou a ser aprovado no Orçamento da União deste ano. O governo fez a mudança porque o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) fechou 2010 acima do previsto. A fórmula de reajuste do mínimo, acertada com as centrais sindicais, estabelece a reposição pelo INPC do ano anterior mais o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores. Segundo o ministro, o valor ficaria em R$ 543,00, mas o governo arredondou para R$ 545,00 para facilitar o saque nos caixas eletrônicos. O novo mínimo valerá a partir de fevereiro, mas só será pago em março. O ministro anunciou ainda que, nos próximos dias, o governo enviará ao Congresso uma medida provisória para transformar em lei a fórmula de reajuste do salário mínimo acertada com as centrais sindicais. Essa política vai vigorar nos próximos quatro anos. A equipe econômica traçou um cenário bastante otimista para os quatro anos da administração Dilma Rousseff. Pelas estimativas do Ministério da Fazenda, o País deve crescer, em média, 5,9% entre 2011 e 2014, superando o desempenho registrado nos últimos 16 anos. As projeções foram apresentadas ontem pelo ministro Guido Mantega, durante a primeira reunião ministerial do ano. "O governo Lula colocou o Brasil na rota do desenvolvimento sustentável e o governo Dilma vai consolidar o desenvolvimento e colocá-lo em patamares mais elevados", apontou Mantega, de acordo com sua apresentação. O compromisso com o ajuste das contas públicas foi reforçado mais uma vez pelo ministro. Para dar continuidade ao que classificou de "crescimento sustentável", Mantega listou seis parâmetros que precisam ser cumpridos. Reduzir "consideravelmente" os gastos para manutenção da máquina pública, conter novas despesas e manter a "solidez fiscal" ficaram no topo da lista. Mas o ministro também indicou que o governo precisa abrir espaço para que os investimentos continuem crescendo. Além disso, apontou para a necessidade de criar condições para reduzir juros e desonerar de impostos setores da economia. Em sua primeira reunião ministerial, a presidente Dilma Rousseff determinou à sua equipe fazer cortes em seus orçamentos, começando por gastos de custeio, mas atingindo também os investimentos caso seja necessário para cumprir a meta de superavit primário de 3% do Produto Interno Bruto (PIB).

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