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Dilma pede rapidez ao Banco Mundial

Folhapress
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Brasília - A presidente Dilma Rousseff pediu agilidade, ontem, na aprovação de um empréstimo de R$ 800 milhões do Banco Mundial ao Estado do Rio de Janeiro para as áreas atingidas pelas chuvas, informaram funcionários do banco após reunir-se com a presidente. A quantia, equivalente a US$ 485 milhões, já estava sendo negociada para reconstrução e remoção de moradias em áreas de risco. O pedido foi feito por Dilma em reunião com o vice-presidente do Banco Mundial para Redução da Pobreza e Gestão Econômica, Otaviano Canuto, com o diretor da instituição para o Brasil, Makhtar Diop, e com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, além do secretário da Casa Civil no Estado, Regis Fichtner. De acordo com Otaviano, os recursos serão destinados à remoção de pessoas das áreas de risco e construção de novas habitações para atender os desabrigados, assim como para a capacitação de pessoal para lidar com catástrofes como as que aconteceram na região serrana do Rio, aproveitando experiências que o Banco tem em outros países, com episódios semelhantes."Nós discorremos sobre as diversas maneiras pelas quais o Banco Mundial pode cooperar com o Brasil no enfrentamento das consequências do fenômeno climático recente, especificamente no Rio", afirmou Canuto."A nossa intenção, principalmente, foi passar para a presidente a nossa disposição para fazer o nosso melhor para ajudar no momento mais imediato, assim como no médio e no longo prazo", acrescentou. De acordo com o diretor do banco para o país, a primeira parcela do empréstimo, de US$ 200 milhões, deve ser liberada em abril. O restante deve sair em outubro ou novembro. A liberação do recurso, no entanto, não depende apenas da negociação entre o Rio de Janeiro e o Banco Mundial. Segundo Fichtner, o empréstimo é sujeito a autorização do Senado Federal. Durante a reunião com a presidente ficou acertado ainda que o Banco Mundial também vai trabalhar com o Ministério da Integração Nacional para ajudar os Estados a fazer uma avaliação das suas políticas, capacidade e deficiências institucionais na gestão de desastres, desenvolver um plano de investimentos e um conjunto de medidas no caso dos estados mais vulneráveis. A tragédia que atingiu a região serrana do Rio de Janeiro, decorrente das chuvas fortes que caíram na terça da semana passada, deixou várias cidades devastadas, milhares de desabrigados e mais de 700 mortos .

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