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Bauru pela Diversidade foca em trabalho

Karla Beraldo
| Tempo de leitura: 3 min


Criada em 2008, a Associação Bauru pela Diversidade (ABD) parte, em 2011, para seu quarto ano de atuação na cidade. Depois de discutir a homofobia, propor a criação de políticas públicas específicas e defender o combate ao preconceito e à violência, neste ano, a ONG pautará suas ações na geração de oportunidades para as minorias.

A partir do tema "Desafios de uma sociedade plural", a entidade pautará seu trabalho na busca de caminhos para uma convivência sadia com a diversidade cultural, humana e tecnológica que vem definindo os novos estilos de vida. "O tema geral norteia o conjunto de ações que realizaremos durante todo o ano. Em 2010, escolhemos a violência e o trabalho foi voltado ao combate à violência porque entendemos que o preconceito gera intolerância que, por sua vez, gera violência", lembra João Wink, conselheiro da ABD.

Em 2011, um dos focos será as questões relativas à empregabilidade. "Nós temos que aprender a viver em uma sociedade plural, que tem múltiplas possibilidades e múltiplas oportunidades, saber como gerá-las e como conviver com elas. O que pretendemos trabalhar é a empregabilidade, que não se trata de criação de emprego, mas de geração de oportunidade e aceitabilidade às diferenças", explica.

No decorrer dos seus três anos de existência, a associação tem procurando consolidar suas ações em cinco diferentes frentes de atuação: institucional, cultural, comunitário, humanitário e educativo. Para a ONG, 2011 é o ano para avaliar, junto aos conselhos municipais, associações de bairros e secretarias municipais com quem firmaram parcerias, os resultados práticos dos seus trabalhos. "Chegou o momento de fazermos um balanço. É hora de vermos, por exemplo, até que ponto as políticas públicas propostas lá no início estão sendo efetivamente implantadas, se estão resultando e, se não, o que falta fazer", pontua Wink.

Entre as ações promovidas pela ABD, destaque para a formatação de parcerias entre o poder público e a sociedade civil; a realização do Fórum Social da Diversidade, das Paradas e do Conselho Municipal de Atenção à Diversidade; iniciativas de valorização das periferias, como as comemorações do aniversário de 20 anos do Núcleo Mary Dota; valorização da diversidade cultural, explorando temas como a gastronomia; investimento nas manifestações da cultura e ações de solidariedade como arrecadação de alimentos, roupas e brinquedos.


Atividades

Algumas das atividades promovidas pela ABD em 2011 já têm data marcada, como o 1º Piquenique da Diversidade, no próximo dia 30, no Parque Vitória Régia. Em maio, a associação organizará uma viagem a Brasília para participação no Dia Nacional de Combate à Homofobia. A maior parte das ações da entidade já definidas concentram-se em agosto. O mês contará com a realização de mais uma Parada da Diversidade e as segundas edições do Fórum Social e Circuito da Diversidade Gastronômica. Haverá ainda um circuito dedicado à cultura.

No primeiro semestre deste ano, a associação deve também lançar um livro. A publicação, contemplada pela Lei Municipal de Estímulo à Cultura, trará um resumo das atividades da ONG e o resultado do 1º Fórum Social, além da discussão do que é diversidade. "Os dados que temos ainda são informais, mas para nós é nítida uma mudança de comportamento na sociedade. Há três anos seria praticamente impossível ver um casal passeando no shopping de mão dada, hoje é mais comum. Essa aceitação foi a nossa maior conquista", conclui Markinhos Souza, membro da ADB.

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