Internacional

Haiti: governo americano pede a Préval aplicar informe da OEA

Folhapress
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Caracas - Os EUA elevaram o tom ontem contra o governo haitiano de René Préval e "urgiram" as autoridades eleitorais do país a "implementar" as recomendações de uma comissão da OEA sobre as indefinidas eleições presidenciais. Em sessão do Conselho de Segurança da ONU, a embaixadora dos EUA, Susan Rice, cobrou do governo um "cronograma" para a posse do novo governo. O mandato de Préval termina formalmente em 7 de fevereiro, mas ele defende que, como só completa cinco anos no cargo em maio, poderia ficar no poder até lá. EUA e França querem que o governo e as autoridades eleitorais endossem o relatório da OEA que recomenda um segundo turno entre os oposicionistas Mirlande Manigat e o cantor Michel Martelly. O candidato do governo, Jude Celéstin, ficaria fora, superado por Martelly em apenas 3.000 votos, em contradição com os resultados preliminares do primeiro turno, de 28 de novembro."Um contínuo apoio da comunidade internacional, incluindo dos EUA, exigirá um processo crível que represente a vontade do povo haitiano", continuou Rice. A atitude pública do Brasil, parte do grupo de maiores doadores para o Haiti e no comando militar da missão da ONU no país, é distinta. Questionado, o Itamaraty informou, por meio da assessoria de imprensa, que não se pronunciaria sobre o tema e que o governo segue a diretriz de "integral solidariedade com a decisão soberana do povo haitiano". O Conselho Provisório Eleitoral afirmou que vai "considerar" o informe da OEA, mas frisou que terá a última palavra.

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