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Doutorando irá desenvolver tese no exterior

Mariana Cerigatto
| Tempo de leitura: 2 min

O doutorando da Universidade do Sagrado Coração (USC) Marcio Borges Rosa foi selecionado para desenvolver sua tese na Universidade de Gotemburgo, na Suécia. A pesquisa tem como objeto de estudo, justamente, a avaliação de superfícies dos implantes dentários. "Vai ser uma experiência fantástica", comentou.

A pesquisa, que, a princípio, parece ser de interesse apenas de especialistas, tem relevância para o desenvolvimento da área de implantodontia no Brasil. Os implantes dentários são estruturas posicionadas cirurgicamente no osso maxilar abaixo da gengiva para substituir as raízes dentárias. Uma vez colocados, permitem ao dentista montar dentes substitutos sobre eles.

"O conhecimento da qualidade destas superfícies dos implantes possibilitaria uma maior difusão da técnica, tornando-a acessível a um maior de pessoas e ampliando seu acesso social", ressaltou Marcio, doutorando de implantodontia da USC.

"O Brasil é atualmente um dos maiores mercados de implantes do mundo, onde 75% dos implantes utilizados são fabricados por empresas nacionais. A utilização de implantes nacionais é muito importante, principalmente para redução do custo final do tratamento, tanto na fase cirúrgica, referente ao custo do implante, quanto na fase protética, referente ao custo dos componentes protéticos", aponta Marcio.

"Porém muito pouco é divulgado ou se conhece sobre as características físico-químicas da superfície destes implantes, o que gera dúvidas nos profissionais e insegurança quanto a sua utilização principalmente nos casos mais complexos", problematiza o doutorando.

O pesquisador ainda prevê, no futuro, a possibilidade de abertura de um laboratório para análise em implantologia na USC. "Este laboratório será aberto a outras instituições para pesquisa conjunta, visando sempre ampliar a difusão do conhecimento e possibilitar uma avaliação adequada de nossos implantes no Brasil. Atualmente, estas avaliações são realizadas no Exterior, o que aumenta os custos, e deixam de ser feitas pela maior parte das empresas", enfatiza o especialista.

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