As sessões ordinárias da Câmara Municipal de Bauru estão suspensas desde o dia 15 de dezembro. Desde então, o Legislativo passou a funcionar apenas em meio expediente, no período da manhã. Durante essas "férias" os vereadores aproveitam o tempo para organizar gabinetes, planejar ações nos próximos meses, viajar, ficar com a família e cuidar da saúde. A primeira sessão ordinária do ano está prevista para o dia 7 de fevereiro.
José Roberto Segalla (DEM) relata que aproveitou as duas últimas semanas do ano para viajar com a família. Foi ao Nordeste e em seguida, a uma praia do litoral paulista. Porém, ressalta que assim que retornou a Bauru, retomou sua rotina de trabalho no Legislativo. "Do dia primeiro do ano para cá, passo todas as minhas manhãs na Câmara. E, durante à tarde, cumpro uma programação que elaborei com meus assessores para levantamento de uma série de ações que estamos tratando, para documentação", afirma.
Fabiano Mariano (PDT) informa que continuou atendendo a população e aproveitou o tempo livre para se dedicar ao estudo de biologia ? o vereador é biólogo. "Mantenho a mesma rotina de trabalho. A diferença é que não vou nas sessões. Estou vendo problemas que a chuva provocou na Vila Falcão, Parque Viaduto. A população solicita muito a nossa atenção", relata.
Amarildo Oliveira (PPS) relata que não suspendeu suas atividades tanto na Casa quanto em seu trabalho. "Não dá para parar. A cidade está com muitos problemas e a população recorre ao vereador. Por conta da chuva, estou procurando a Secretaria de Obras para tentar um paliativo", relata. Por sua vez, Francisco Carlos de Góes (PR) aproveitou o recesso para passar alguns finais de semana prolongados em sua propriedade rural. "Mas, de segunda a quinta-feira trabalhei na minha empresa e também atendendo os munícipes", afirma.
Fernando Mantovani (PSDB) ressalta que essa é a época em que mais costuma ter mais trabalho em seu negócio. Ele relata que aproveitou para reformar a empresa, se dedicar à família, viajar e como vereador, a lançar um olhar sobre o futuro. "Me dediquei a analisar sobre o que posso contribuir para o município em 2011, principalmente para melhorar a minha performance na questão de fiscalizador", ressalta.
Moisés Rossi (PPS) está com a família no litoral de Santa Catarina. Além de dedicar parte do recesso ao trabalho de de transição da nova mesa diretora, do qual é vice-presidente, ele afirma que foi muito procurado pelos bauruenses que sofreram problemas com a chuva intensa deste mês. Neste momento estou viajando na praia com a família, em Santa Catarina. "Além de ir à Câmara todos os dias, percorri muitos bairros", afirma.
Roberval Sakai (PP), novo presidente do Legislativo, se dedicou a montar a equipe de trabalho para os próximos dois anos. "Também estamos fazendo uma boa limpeza da Casa, além de muitas conversas com os servidores", afirma o vereador.
Já o ex-presidente da Casa, pastor Luiz Carlos Barbosa (PTB) conta que passou 17 dias em Pernambuco, em Triunfo, onde nasceu. "Fazia sete anos que não via a minha família. Até a semana passada, estive lá com eles", conta. De volta, o vereador teve que encarar a papelada. "Agora, estou verificando o que ficou do ano passado, colocando em dia o que ficou para trás", destaca.
O petista Roque Ferreira está no litoral. Depois de se dedicar ao trabalho como ferroviário e também levando seu "gabinete móvel" aos bairros da cidade, o vereador reservou esse período para a família. "Eu não paro no recesso. O que existe é um recesso das sessões ordinárias. Nossa atividade militante continua", destaca o petista que na semana passada organizou uma reunião de prestação de contas do seu trabalho na Câmara.
O médico Paulo Eduardo de Souza (PSC) relata que tirou uma semana de folga e já retomou suas atividades como vereador e também profissionais. Ele conta que participou de discussões sobre a saúde municipal. "Participei de uma reunião com promotor Fernando Masseli Helene, o prefeito Rodrigo Agostinho, o secretário da saúde, Fernando Monti e o Sinserm", diz.
Líder do prefeito na Casa, Renato Purini (PMDB) conta que teve bastante trabalho durante o recesso. Ele alega que por fazer a ligação entre o prefeito e vereadores, passou boa parte do tempo lidando com secretarias, articulações e também elaborando requerimentos. "A semana entre Natal e ano novo passei em Botucatu. O restante, mantive as atividades de gabinete, que ficou aberto todas as manhãs", conta.
Alteração de horário
Marcelo Borges (PSDB) passou a maior parte do recesso em tratamento de saúde. O tucano sofre com uma hérnia de disco desde outubro. "Dediquei boa parte cuidando da minha saúde. Provavelmente, se eu fosse funcionários público, estaria afastado", comenta o vereador que não vai acompanhar a família que viaja nesta semana, por conta do tratamento.
Gilberto dos Santos (PSDB), o Giba, é outro parlamentar, além de Borges, que defende a mudança do horário do recesso. "Para mim, a Câmara deveria ficar fechada pela manhã e funcionar à tarde, que é um período mais proveitoso. A população também sentiu e vamos conversar sobre isso com o presidente", diz.
Carlinhos Bastazini (PP) afirma que não deixou de ir à Câmara. "Tem muita gente procurando a Casa e é para tudo, buraco, saúde. Tem trabalho o dia todo para quem quiser trabalhar", pontua. Natalino Davi da Silva (PV) também não saiu de Bauru. Ele conta que seus pais, que moram na Bahia, passaram o mês hospedados em sua casa. "E assim que começou as chuvas na cidade, a população voltou a nos procurar", explica.
Única mulher no Legislativo, Chiara Ranieri (DEM) conta que tirou apenas uma semana para viajar com a família e logo voltou às atividades na Câmara e também no trabalho. Para Chiara, a redução do expediente na Câmara atrapalha. "Fica complicado atender as pessoas, muitas acabam nem procurando a Casa. Não vejo um motivo lógico para essa redução", critica.