Internacional

Blair admite que ignorou alertas de conselheiros sobre invasão ao Iraque

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min
Londres - O ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair voltou a depor hoje e admitiu que ignorou as advertências do procurador-geral do Reino Unido sobre a ilegalidade de invadir o Iraque sem o respaldo expresso da ONU (Organização das Nações Unidas). Ele justificou dizendo que considerava um conselho meramente "provisório".À comissão que investiga o processo político que levou o Reino Unido a participar da guerra, Blair disse acreditar que o principal advogado do país mudaria eventualmente de opinião. Em janeiro de 2003, o então procurador-geral do Estado, Peter Goldsmith, advertiu duas vezes Blair de que a resolução 1441 da ONU não era suficiente para justificar o uso da força contra o Iraque. Em 7 de março, Goldsmith mudou de opinião. Blair argumentou que, naquele momento, "ainda não tinha pedido formalmente assessoria legal, nem ele (o Goldsmith) tinha chegado ao ponto de dá-la". "Por isso mantive minha posição de que não era preciso uma segunda resolução", explicou, na carta."Achava que, uma vez conhecido o histórico de negociações britânico, mas sobretudo americano, concluiria que a 1441 significava precisamente o que dizia: que Saddam (Hussein) tinha uma última oportunidade e que, se não o fizesse (provasse que seu país não armazenava armas nucleares), estaria infringindo as condições, o que por sua vez revivia anteriores resoluções que autorizavam o uso da força", acrescentou.

Comentários

Comentários