A propósito da reportagem “Peixes voltam a córregos de Bauru”, oportuna e encorajadora, permitam-me algumas observações de caráter informativo. Durante minha passagem pela Prefeitura de Bauru, no período 1999-2004, priorizei clara e insistentemente a necessidade de viabilizar o tratamento do esgoto municipal. Era o objetivo número 1 da administração, tanto que assinei, conjuntamente com o DAE, um termo de ajustamento de conduta orientado pelo Ministério Público na pessoa do promotor do Meio Ambiente, Eduardo Sciuli de Castro, no qual foram fixados prazos e condições para a conclusão do tratamento do esgoto. Inúmeros itens do TAC puderam ser executados no prazo. Outros, pela exigüidade de tempo e de recursos financeiros, foram objeto de novos acordos em administrações posteriores. Frise-se que as tentativas feitas em meu governo junto à Caixa Econômica Federal (empréstimo de R$ 67 milhões, por meio de projeto de lei enviado no início de 2004 à Câmara Municipal) encontraram resistência e rejeição dos vereadores da época. Se o Legislativo tivesse dado guarida à nossa pretensão, é bem provável que o tratamento do esgoto - incluindo, claro, a total despoluição dos córregos - estivesse bem próximo de seu final. E sem necessidade da cobrança antecipada do Fundo feita desde a administração Angerami. Hoje, há mais de 40 milhões de reais em caixa. Ressalto que o sonho da presença de peixes às águas de nossos mananciais, como prenúncio de sua despoluição, deve também ser creditado às ações efetuadas em meu governo. Convido os leitores a buscar nas páginas do JC, edição de 21/12/2003, a seguintes notícia: “DAE instala 3 km de coletores de esgoto na Água Comprida”. “Os tubos foram adquiridos de uma empresa de São Carlos”. Na edição de 14/5/2004, o JC citou declaração da presidente do DAE, Nilcéia Paes Lourenço: “Estimo que 30% do sistema estejam concluídos. A cidade conta com 21 km de interceptores em uso, com outros 3 km em instalação pelo DAE. Construímos 3 estações elevatórias, conseguimos licença prévia ambiental, o projeto, e concluímos a desapropriação e regularização da área onde será construída a estação de tratamento”. No dia 26/9/2004, outra publicação do JC: “O DAE entregou ontem, com três semanas de atraso, a obra de transposição do canal do Córrego das Flores. A obra tem por objetivo livrar a região da avenida Nuno de Assis do lançamento de 400 litros de esgoto por segundo no Rio Bauru”. A engenheira Nilcéia também divulgou na época a obtenção de recurso da Caixa Econômica Federal no valor de R$ 1,3 milhão para a compra e instalação de interceptores de esgoto da margem esquerda do Rio Bauru, correspondentes a 4,3 km. O JC noticiou a assinatura do contrato DAE - CEF na edição de 2/6/2004. O trecho compreenderia a extensão dos interceptores da margem esquerda do Rio Bauru até o Córrego da Forquilha. Coube à administração Angerami a sua execução. Totalizaram-se com isso 28 km de interceptores, na época faltando 34 km para livrar de vez a poluição dos córregos. Ao prefeito Rodrigo cabe a tarefa de completar esse trabalho e chegar ao ideal do esgoto tratado em Bauru.O objetivo desta carta é demonstrar que houve, sim, muito empenho de minha administração na luta pelo retorno dos peixinhos aos nossos fluxos de água. Ressalto que colaboradores respeitáveis, na presidência do DAE - Flávio Uchoa, Sérgio Macedo, Luís Augusto Oliveira Castro e Nilcéia Paes Lourenço - com a retaguarda das excelentes equipes do DAE - muito fizeram para alcançarmos tal resultado. (Nilson Costa - ex-prefeito de Bauru)
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A propósito da reportagem “Peixes voltam a córregos de Bauru”, oportuna e encorajadora, permitam-me algumas observações de caráter informativo. Durante minha passagem pela Prefeitura de Bauru, no período 1999-2004, priorizei clara e insistentemente a necessidade de viabilizar o tratamento do esgoto municipal. Era o objetivo número 1 da administração, tanto que assinei, conjuntamente com o DAE, um termo de ajustamento de conduta orientado pelo Ministério Público na pessoa do promotor do Meio Ambiente, Eduardo Sciuli de Castro, no qual foram fixados prazos e condições para a conclusão do tratamento do esgoto. Inúmeros itens do TAC puderam ser executados no prazo. Outros, pela exigüidade de tempo e de recursos financeiros, foram objeto de novos acordos em administrações posteriores. Frise-se que as tentativas feitas em meu governo junto à Caixa Econômica Federal (empréstimo de R$ 67 milhões, por meio de projeto de lei enviado no início de 2004 à Câmara Municipal) encontraram resistência e rejeição dos vereadores da época. Se o Legislativo tivesse dado guarida à nossa pretensão, é bem provável que o tratamento do esgoto - incluindo, claro, a total despoluição dos córregos - estivesse bem próximo de seu final. E sem necessidade da cobrança antecipada do Fundo feita desde a administração Angerami. Hoje, há mais de 40 milhões de reais em caixa. Ressalto que o sonho da presença de peixes às águas de nossos mananciais, como prenúncio de sua despoluição, deve também ser creditado às ações efetuadas em meu governo. Convido os leitores a buscar nas páginas do JC, edição de 21/12/2003, a seguintes notícia: “DAE instala 3 km de coletores de esgoto na Água Comprida”. “Os tubos foram adquiridos de uma empresa de São Carlos”. Na edição de 14/5/2004, o JC citou declaração da presidente do DAE, Nilcéia Paes Lourenço: “Estimo que 30% do sistema estejam concluídos. A cidade conta com 21 km de interceptores em uso, com outros 3 km em instalação pelo DAE. Construímos 3 estações elevatórias, conseguimos licença prévia ambiental, o projeto, e concluímos a desapropriação e regularização da área onde será construída a estação de tratamento”. No dia 26/9/2004, outra publicação do JC: “O DAE entregou ontem, com três semanas de atraso, a obra de transposição do canal do Córrego das Flores. A obra tem por objetivo livrar a região da avenida Nuno de Assis do lançamento de 400 litros de esgoto por segundo no Rio Bauru”. A engenheira Nilcéia também divulgou na época a obtenção de recurso da Caixa Econômica Federal no valor de R$ 1,3 milhão para a compra e instalação de interceptores de esgoto da margem esquerda do Rio Bauru, correspondentes a 4,3 km. O JC noticiou a assinatura do contrato DAE - CEF na edição de 2/6/2004. O trecho compreenderia a extensão dos interceptores da margem esquerda do Rio Bauru até o Córrego da Forquilha. Coube à administração Angerami a sua execução. Totalizaram-se com isso 28 km de interceptores, na época faltando 34 km para livrar de vez a poluição dos córregos. Ao prefeito Rodrigo cabe a tarefa de completar esse trabalho e chegar ao ideal do esgoto tratado em Bauru.O objetivo desta carta é demonstrar que houve, sim, muito empenho de minha administração na luta pelo retorno dos peixinhos aos nossos fluxos de água. Ressalto que colaboradores respeitáveis, na presidência do DAE - Flávio Uchoa, Sérgio Macedo, Luís Augusto Oliveira Castro e Nilcéia Paes Lourenço - com a retaguarda das excelentes equipes do DAE - muito fizeram para alcançarmos tal resultado. (Nilson Costa - ex-prefeito de Bauru)