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Muito além do game over


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Os jogos eletrônicos são sempre associados a ação desmiolada, violência e botões pressionados a velocidades impressionantes. Entretanto, uma reportagem da revista Agitação, que será distribuída no final do mês e disponibilizada para leitura no site www.ciee.org.br, mostra que é possível aprender, e muito, com os games. Obviamente não me refiro à habilidade de enfrentar monstros ou resgatar princesas de castelos, mas ao domínio da língua inglesa. Com o avanço da tecnologia, os jogos se transformaram em verdadeiros filmes animados e interativos, em que o jogador só consegue avançar na aventura se entender o que os outros personagens falam. E para isso vale tudo, desde acionar as legendas no idioma original, caso sinta dificuldade em entender a pronúncia, a até usar um dicionário para os termos mais complicados. A imersão na história é essencial para o aprendizado, pois sem perceber - e se divertindo - o jovem se familiarizará com o inglês. Por mais benéfico que seja, esse ainda pode ser um passatempo caro, pois todos os videogames de última geração e os jogos comercializados no País são importados - e piratas nunca são sinônimos de produtos duráveis e de boa qualidade. Outras opções baratas para aprender inglês de forma lúdica são as músicas e a própria Internet. Assim, ouvir canções de bandas estrangeiras e acompanhar a letra, tentando traduzir, têm o mesmo efeito dos joguinhos, pois a atenção do jovem será captada por algo com que ele tem ligação emocional. Já a rede mundial de computadores tem sites que são verdadeiros achados. Por exemplo, o Google possui ferramentas de idiomas e há uma infinidade de dicionários gratuitos, como o Cambridge Dictionary (http://dictionary.cambridge.org) e o portal da Real Academia Española (http://www.rae.es) para o castelhano. O autor, Luiz Gonzaga Bertelli, é presidente executivo do Centro de Integração Empresa-Escola - CIEE - e diretor da Fiesp

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