Estudante de teatro há 5 anos, aluna do professor Paulo Neves em seu Curso Livre Teatro, como qualquer outro aluno do curso, fui obrigada a me acostumar com o descaso com que a cultura é tratada na nossa cidade, mas o fato ocorrido segunda-feira (24/1) foi muito além do que qualquer pessoa poderia imaginar. Durante a apresentação do espetáculo "O que aconteceu a Peter Palmer?", que corria de maneira leve e descontraida, enquanto o público era obrigado a se abanar com folhetos e jornais distribuídos na entrada do teatro, já que o ar condicionado do local estava mais uma vez quebrado, sendo assim, o calor que fazia do lado de fora do Teatro Municipal era ainda mais insuportável ali dentro. Num determinado momento, a atriz principal do espetáculo saiu de cena repentinamente, o público acreditava que aquele ato fazia parte do espetáculo, mas instantes depois o parceiro de cena da atriz em questão surge no palco dizendo que a peça seria interrompida pois ela não estava nada bem, ou seja, o espetáculo precisou ser interrompido em nome da saúde da atriz, que não suportou o calor que fazia ali, principalmente na "coxia", onde a temperatura parece ainda mais elevada. Como depois de um fato como esse, que ocorreu diante de dezenas de pessoas, não voltar a falar sobre o descaso com a cultura? O descaso com os atores que ali se apresentam, o descaso com o público que ali estava. A falta de respeito com o próprio professor Paulo Neves, filho de Celina Alves Neves, que dá nome ao Teatro Municipal. Como já disse, sou aluna de teatro, faço teatro, me apresentei várias vezes ali e ainda vou me apresentar nesta semana, somos obrigados a nos acostumar com a série de descasos, com o banheiro "nojento" do teatro, com a falta de lâmpadas necessárias para se apresentar um espetáculo, ventiladores colocados para tentar aliviar o calor, o ar condicionado quebrado pela décima vez e causando mal estar em atores e no público. Enquanto cidades da nossa região têm estrutura suficiente para receber espetáculos maiores, nós não temos estrutura necessária pra nada e ainda temos que nos contentar com o que nos é "oferecido". O descaso está ficando cada vez mais evidente e vergonhoso e a nós que não ocupamos nenhum cargo público, só nos resta usar o espaço que nos é dado para expressar nossa indignação. (Talita Menezes de Oliveira Passarinho - aluna do Curso Livre de Teatro Paulo Neves)
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Estudante de teatro há 5 anos, aluna do professor Paulo Neves em seu Curso Livre Teatro, como qualquer outro aluno do curso, fui obrigada a me acostumar com o descaso com que a cultura é tratada na nossa cidade, mas o fato ocorrido segunda-feira (24/1) foi muito além do que qualquer pessoa poderia imaginar. Durante a apresentação do espetáculo "O que aconteceu a Peter Palmer?", que corria de maneira leve e descontraida, enquanto o público era obrigado a se abanar com folhetos e jornais distribuídos na entrada do teatro, já que o ar condicionado do local estava mais uma vez quebrado, sendo assim, o calor que fazia do lado de fora do Teatro Municipal era ainda mais insuportável ali dentro. Num determinado momento, a atriz principal do espetáculo saiu de cena repentinamente, o público acreditava que aquele ato fazia parte do espetáculo, mas instantes depois o parceiro de cena da atriz em questão surge no palco dizendo que a peça seria interrompida pois ela não estava nada bem, ou seja, o espetáculo precisou ser interrompido em nome da saúde da atriz, que não suportou o calor que fazia ali, principalmente na "coxia", onde a temperatura parece ainda mais elevada. Como depois de um fato como esse, que ocorreu diante de dezenas de pessoas, não voltar a falar sobre o descaso com a cultura? O descaso com os atores que ali se apresentam, o descaso com o público que ali estava. A falta de respeito com o próprio professor Paulo Neves, filho de Celina Alves Neves, que dá nome ao Teatro Municipal. Como já disse, sou aluna de teatro, faço teatro, me apresentei várias vezes ali e ainda vou me apresentar nesta semana, somos obrigados a nos acostumar com a série de descasos, com o banheiro "nojento" do teatro, com a falta de lâmpadas necessárias para se apresentar um espetáculo, ventiladores colocados para tentar aliviar o calor, o ar condicionado quebrado pela décima vez e causando mal estar em atores e no público. Enquanto cidades da nossa região têm estrutura suficiente para receber espetáculos maiores, nós não temos estrutura necessária pra nada e ainda temos que nos contentar com o que nos é "oferecido". O descaso está ficando cada vez mais evidente e vergonhoso e a nós que não ocupamos nenhum cargo público, só nos resta usar o espaço que nos é dado para expressar nossa indignação. (Talita Menezes de Oliveira Passarinho - aluna do Curso Livre de Teatro Paulo Neves)