Bairros

Rachadura em casas leva moradores da Vl. Tecnológica a fazer protesto

Da Redação
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Moradores da Vila Tecnológica, bairro de Bauru localizado ao lado do Núcleo José Regino, formado por cerca de 100 casas erguidas usando diferentes tecnologias de construção, vão fazer protesto hoje, às 8h, na área central da vila para chamar a atenção das autoridades para os problemas estruturais dos imóveis. Muitas casas têm rachaduras e outros vícios de construção.

Logo após receberam as casas, os moradores começaram a constatar problemas na construção. Quase 15 anos se passaram e os vícios de construção não foram consertados. Entregue à população em 1996, durante o governo municipal de Tidei de Lima, o bairro é um projeto experimental lançado pela União e firmado, em Bauru, através da Cohab e Caixa Econômica Federal (CEF).

Em nota à imprensa, a Cohab esclarece que o processo das casas da Vila Tecnológica que apresentam problemas estruturais tramita na Justiça Federal de Bauru. Segundo o presidente da companhia, Edison Bastos Gasparini Junior, que encontra-se em viagem a Brasília, a Cohab segue as determinações do juiz Marcelo Freiberger Zandavali, da 3ª Vara Federal, providenciando reparos e a recuperação das moradias, conforme acordado em juízo.

Até o momento foram feitas três remoções de famílias, em razão das casas apresentarem riscos. Nos demais casos, as moradias recebem os reparos físicos necessários. A última perícia judicial, realizada pela Justiça Federal de Bauru, na Vila Tecnológica e repassada para a Cohab, apontou falta de manutenção das residências, por parte dos próprios mutuários.

Gasparini garante que a Cohab tem cumprido todas as determinações da Justiça, sempre que a empresa é notificada. Além disso, ele tenta acelerar o processo para que haja uma solução definitiva para o caso. As moradias foram construídas através do Programa de Tecnologia (Protec), do governo federal, incumbido à época , de providenciar as vistorias necessárias.

Foram utilizados 11 tipos de tecnologias com materiais alternativos para a construção de casas, como forma de baratear os custos, entre elas, gesso, madeira, isopor e papelão. O advogado da Cohab, que acompanha o caso na Justiça Federal, Arthur Ferreira Jorge Garcia, disse que grande parte dos problemas, tem sido verificado nas casas de madeira.

A maioria das empresas especializadas, responsáveis pelas tecnologias usadas na construção das casas, na época, não atua mais no segmento da construção civil. Daí a necessidade da Cohab de Bauru estar empenhada em solucionar mais esse problema, herdado de administrações anteriores.

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