A Polícia Civil de Bauru está próxima de concluir o inquérito que apura a polêmica comercialização da sede social do Bauru Atlético Clube (BAC). O caso começou a ser investigado em 2008, quando o Ministério Público aceitou a denúncia de possíveis irregularidades na ata de deliberação da venda do local.
O BAC foi negociado em julho de 2006 por R$ 4 milhões. O investimento foi feito pela Rede Tauste de Supermercados. Desde então, o único sócio-proprietário do clube, Arlindo Marques Figueiredo, contesta a venda e aponta possíveis ilegalidades, como a falta de representatividade e legitimidade dos supostos conselheiros que aprovaram a comercialização.
O caso já tramitou judicialmente, porém, em 2007, o pedido de anulação da escritura e da venda da sede foi negado. O advogado que representa o sócio-proprietário, Sérgio Canova Cardoso, explica que, com o resultado, a saída foi apresentar denúncia criminal.
"Após a decisão na Justiça em que perdemos a causa, reunimos mais provas e apresentamos ao Ministério Público, que aceitou a denúncia ao verificar possíveis indícios de ilegalidades. As investigações da polícia apuram se houve falsidade ideológica de alguns conselheiros que assinaram a ata de deliberação da venda", informa.
O inquérito começou a ser investigado em 2008, no 3º Distrito Policial (DP) de Bauru, porém, foi transferido para a Delegacia Seccional, onde está sob responsabilidade do delegado assistente Eron Veríssimo Gimenes.
"Estamos apurando criminalmente para saber as circunstâncias reais que envolveram a venda da sede do BAC. O inquérito está em fase final, uma vez que as investigações já estão bastante adiantadas", aponta o delegado.
Ainda de acordo com ele, muitas informações estão sendo mantidas em sigilo justamente para não atrapalhar as investigações, porém, Eron Gimenes informa que grande parte dos conselheiros que assinaram a ata deliberativa para a venda já foi ouvida.
"O próximo passo é ouvir as pessoas que compraram a sede. Após concluída a investigação, o caso será encaminhado ao Ministério Público", complementa o delegado.
Questionado sobre uma possível reabertura judicial do caso, o advogado Sérgio Canova Cardoso afirma que a conclusão do inquérito será decisiva no andamento do caso, entretanto, prefere se manifestar somente com as investigações finalizadas.