Criar um sistema padronizado de boas práticas sanitárias com controle de riscos à saúde bovina para ser aplicado em unidades rurais produtoras é o objetivo do convênio assinado no final do ano passado entre a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, através da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), com apoio da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) e do Instituto de Zootecnia (IZ). O convênio consiste em desenvolver ações específicas voltadas à utilização de boas práticas sanitárias, de acordo com padrões aceitos internacionalmente. Essas ações terão base na legislação existente, em programas oficiais em vigor e na experiência científica, que terão suas diretrizes consolidadas e servirão de indicador para avaliar a propriedade rural, ao mesmo tempo em que orientam os produtores e a comunidade de prestadores de serviços."Serão confeccionados manuais, cartazes e outros materiais de divulgação", explica Marianne de Oliveira Silva, da Cati. Sidney Ezídio Martins, presidente da Comissão Técnica de Bovinocultura de Corte, destaca que a realização desse convênio no Estado de São Paulo justifica-se pela própria demanda no território paulista. "São Paulo é o maior centro consumidor de carne e leite do País e a produção não está dando conta de atender essa procura. Isso gera muita importação de outros Estados. Com esse guia poderemos melhorar não só a qualidade dos produtos, mas também a quantidade, diminuindo a compra externa", avalia. Para Carlos Pagani Neto, presidente das Comissão Técnica de Bovinocultura de Leite, o sistema de boas práticas sanitárias vai contribuir inclusive em relação à segurança alimentar. "A qualidade da proteína animal, seja carne ou leite, é definida na origem e não no rótulo", diz.
Segundo o professor Iveraldo Dutra, da Unesp, o sistema de boas práticas de sanidade deve trazer uma nova visão sobre a produção de carne e leite no Estado de São Paulo.
Segundo o professor Iveraldo Dutra, da Unesp, o sistema de boas práticas de sanidade deve trazer uma nova visão sobre a produção de carne e leite no Estado de São Paulo.