Regional

Iacanga registra aumento no número de furtos

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Iacanga ? A população de Iacanga (50 quilômetros de Bauru) está preocupada com o aumento no número de furtos registrados na cidade nos dois últimos meses. Na maioria das vezes, os ladrões agem durante o dia, aproveitando a ausência dos moradores, e levam produtos de pequeno valor como aparelhos celulares, máquinas digitais e alimentos. A Polícia Civil investiga os casos e diz que já tem um suspeito, mas que depende de provas ou de eventual flagrante para que ele possa ser preso.

Segundo uma das vítimas, um aposentado de 59 anos, que pediu para não ser identificado, sua residência, localizada na rua Rodrigo de Campos, Centro da cidade, foi invadida três vezes em pouco mais de um mês. Entre os produtos furtados estão aparelho celular, talão de cheques, cheques preenchidos, e até mesmo doces, macarrão instantâneo, pão, salame e mortadela.

No primeiro furto, registrado no final de dezembro, o aposentado conta que, para entrar na casa, o ladrão derrubou a porta de madeira da cozinha, que teve de ser substituída por uma de ferro. Nas outras duas ocorrências, registradas no último domingo e ontem, a vítima encontrou o vitrô da cozinha estilhaçado. Todos os furtos, segundo ele, ocorreram entre às 11h30 e 14h, período em que ele se ausenta para almoçar.

O aposentado relata que, além dele, diversos outros vizinhos de ruas próximas à sua também tiveram a residência furtada recentemente. Ele alega que a polícia sabe quem é o autor dos crimes, um homem que saiu recentemente da cadeia, mas não faz nada para prendê-lo.

O delegado de Iacanga, Doniseti José Pinezi, confirma que tem um suspeito de ser o autor dos crimes, ou pelo menos da maioria deles - um homem que já foi preso anteriormente em flagrante por furto e deixou a cadeia há cerca de dois meses. "Ele é viciado em drogas e pratica pequenos furtos", declara. "Assim que esse rapaz saiu da cadeia e voltou para Iacanga começaram esses furtos".

Contudo, segundo o delegado, sem o flagrante, a Polícia Civil depende de provas documentais e testemunhais para requisitar à Justiça uma eventual prisão preventiva dele. "A gente trabalha dentro da legalidade", diz. Foram 4 ocorrências em novembro, 7 em dezembro e 11 este mês.

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