A regional da defesa civil, na área da 7a região administrativa do Estado, engloba 39 cidades. Todas elas possuem a defesa civil no papel, mas as que realmente atuam são só 20%, pouco mais de sete. Mesmo nessas, há falta de estrutura básica para solução de desastres."Nem todas as prefeituras se preocupam com a prevenção. Elas acreditam que os desastres e as catástrofes nunca vão acontecer.. Só vão pensar em defesa civil se acontecer algo que fuja a normalidade. Uma chuva intensa, um vendaval. Tivemos há pouco tempo na cidade de Getulina problemas de abalos sísmicos, fato anormal e que jamais seria pensado, mas acontece", explica o coordenador regional da defesa civil, major Rogério Gago. A falta de equipamentos básicos como telefone, viatura, sede, depósito para estoque estratégico, habitantes de área de risco e mapeamento dessas áreas são alguns dos problemas que afetam as defesas civis da região. "A defesa civil é tratada como uma solução para os desastre. Na verdade, ela tem que trabalhar com a prevenção. Se o coordenador municipal não tiver os equipamentos mínimos para desenvolver o trabalho preventivo, tudo fica comprometido", diz o major. Para ele, as catástrofes não acontecem em horário de expediente das prefeituras. "Geralmente ocorrem nos finais de semana e durante a madrugada. Se o coordenador da defesa civil tem um computador contendo o mapeamento da área atingida, assim como colchões, lonas, cestas básicas a mão o trabalho é ágil. Porém, na maioria das defesas civis, isso ainda não saiu do papel." Não precisaria de dinheiro para montar a defesa civil, na opinião do coordenador regional. "A defesa civil trabalha com muito voluntariado. Bastaria o prefeito destinar uma viatura, uma sala da prefeitura com computador e telefone. Muitas vezes falta vontade política para se criar a defesa civil." A Polícia Militar é a primeira a ser acionada em casos de enchentes, catástrofes naturais comenta o militar. "PM tem em todo lugar, mas Corpo de Bombeiros não. Nessa região temos em cinco municípios: Bauru, Lins, Promissão, Jaú e Pederneiras. Os gastos com prevenção são 13% menores do que com socorro a desastres, isso é uma média nacional. Se defesa civil estrutura, a cidade recorre à defesa civil estadual, numa emergência." Possuir uma defesa civil bem estrutura é tão importante para o município que em cidades como Paulínia e Campinas há o secretário da Defesa Civil e não o coordenador municipal. "Na grande maioria dos municípios o cargo de coordenador é cumulativo, a pessoa nomeada pelo prefeito ocupa cargo de servidor e faz o serviço de defesa civil." Gago lamenta que só seis municípios da região possuam levantamento prevencionista, o que pode inviabilizar as ações de socorro numa emergência. "É preciso que os prefeitos destinem parte da verba do orçamento municipal para que a defesa civil possa suprir as necessidades básicas. A prevenção ainda é o melhor remédio." A regional de Bauru tem duas preocupações básicas durante o ano. "De dezembro a março a preocupação é com os alagamentos do período de chuva. Na estiagem, o fogo em áreas rurais e urbanas. Na nossa área não há risco de deslizamentos de terra."
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